[an error occurred while processing this directive] Grupo gay lança exposição sobre homofobia em dia de jogo do Irã na Bahia | Brasil: Diario de Pernambuco
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Ação » Grupo gay lança exposição sobre homofobia em dia de jogo do Irã na Bahia

AE

Publicação: 25/06/2014 08:45 Atualização: 25/06/2014 12:35

O antropólogo Luiz Mott, fundador do GGB, explica que, em todo o mundo, 76 países adotam leis contra essas pessoas - as punições variam da prisão à tortura. Foto: José Varella/CB/D.A Press/Arquivo
O antropólogo Luiz Mott, fundador do GGB, explica que, em todo o mundo, 76 países adotam leis contra essas pessoas - as punições variam da prisão à tortura. Foto: José Varella/CB/D.A Press/Arquivo
Para protestar contra a homofobia, o Grupo Gay da Bahia (GGB) lança hoje (25), dia em que o Irã enfrenta a Bósnia na Copa do Mundo, a exposição Irã – O Inferno dos Homossexuais.

O antropólogo Luiz Mott, fundador do GGB, explica que, em todo o mundo, 76 países adotam leis contra essas pessoas - as punições variam da prisão à tortura. Em mais sete, é praticada a pena de morte. O Irã é um desses países.

Por isso, o grupo escolheu o dia do jogo para inaugurar a exposição e defender o fim de penas contra homossexuais. “O objetivo da exposição é pressionar a ONU [Organização das Nações Unidas] e o Brasil para que sejam abolidas a pena de morte e as leis homofóbicas”, diz Mott.

Ele explica que a mostra vai exibir 30 fotos com cenas difíceis de se ver, mas que fazem parte do cotidiano de homossexuais em pelo menos sete países: a execução, por apedrejamento, açoite ou decapitação. O material foi reunido a partir da doação de fotos enviadas por gays  iranianos exilados nos Estados Unidos e na Europa, bem como pela Associação Internacional de Gays e Lésbicas (Ilga, na sigla em inglês).

Segundo Mott, essa também é uma forma de denunciar “que o Brasil é o cemitério dos gays”. Ele lembra que, enquanto no Irã são executados um a dois LGBTs - lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais - por ano, aqui são 300 mortes, em média, no mesmo período. Apenas entre 2013 e 2014, segundo dados do GGB divulgados em maio, o número de mortes representou um assassinato a cada 28 horas no país.

“O Brasil tem que resolver a situação”, diz Mott, para quem é preciso equiparar a homofobia ao crime de racismo; garantir educação sexual nas escolas e estimular que LGBTs ainda não assumidos “lutem pela sua cidadania plena”, defende.

A exposição sobre a homofobia na República Islâmica do Irã pode ser vista na sede da entidade, no bairro Pelourinho, das 10h às 18h, até o fim de julho.

Protestos contra a homofobia têm sido registrados durante a Copa.  No jogo entre o Irã e a Nigéria, em Curitiba, no dia 16, um "beijaço" LGBT marcou a crítica contra os países, considerados por essa comunidade como dois dos mais intolerantes à diversidade sexual. Amanhã (26), também está marcado um ato em Brasília, durante a partida entre Gana e Portugal, em defesa dos direitos das mulheres e da população LGBT.

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