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Preso » Jogo do Brasil e Camarões serviu de "teste de resistência" para goleiro Bruno Na Penitenciária de Francisco Sá, nova moradia do detento, não há televisão. Ele pode receber da família apenas um rádio, no tamanho de 15 cm x 25 cm

Luiz Ribeiro

Publicação: 24/06/2014 12:07 Atualização:

O jogo entre Brasil e Camarões, nesta segunda-feira à tarde, serviu como uma espécie de "teste de resistência" para o goleiro Bruno Fernandes. Preso desde julho de 2010 e condenado a 22 anos e três meses de prisão pela morte do ex-amante Eliza Samudio, na última sexta-feira, ele foi transferido da Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Grande BH, para a Penitenciária de Segurança Máxima de Francisco Sá, Norte de Minas. Na nova “casa”, pela primeira vez, Bruno ficou impedido de assistir a um jogo da Seleção Brasileira, pois, na região rural onde fica a unidade prisional não é captado sinal de TV. Desta forma, os funcionários da penitenciária também ficam impedidos de assistir às partidas da Copa do Mundo pela televisão.

Na Penitenciária Nelson Hungria, o ex-goleiro tinha o “conforto” de assistir partidas de futebol e programas televisivos, tendo em vista que seus familiares levaram uma aparelho de televisão para a cela na prisão em Contagem. Na Penitenciária de Francisco Sá, de acordo com as normas da prisão, ele pode receber da família apenas um rádio, no tamanho de 15 cm x 25 cm. No lugar também não é captado sinal de telefone celular e o acesso da sede do município até a unidade se dá por uma estrada de terra, de 11 quilômetros.

A transferência foi autorizada pela Justiça e pela Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) no dia 10 de junho, em atendimento a solicitação dos advogados de Bruno. A mudança faz parte da estratégia da defesa, que tenta conseguir autorização da Justiça para que o ex-atleta retorne aos gramados. Em 28 de fevereiro, ele assinou um contrato com o Montes Claros Futebol Clube - equipe da segunda divisão do futebol mineiro. No pedido de transferência, a defesa justificou que Bruno precisava ficar perto da família, sendo que em janeiro deste ano, a noiva do goleiro, a dentista carioca Ingrid Calheiros, alugou um apartamento em Montes Claros, que fica distante 53 quilômetros da Penitenciária de Francisco Sá.

O advogado Tiago Lenoir, um dos defensores de Bruno, disse que não chegou a informar ao seu cliente que na Penitenciária de Francisco Sá não teria direito a TV e que eles também não falaram sobre as condições de isolamento da unidade. No entanto, o advogado argumentou que, goleiro “está focado” no propósito de conseguir voltar a jogar e futebol. Para isso, ele está disposto a enfrentar “qualquer sacrifício a mais”. “O começo da carreira do Bruno como jogador não foi fácil. E agora, o recomeço da carreira dele será difícil do mesmo jeito. Esses quatro anos que ele já esteve preso serviram como aprimoramento de vida. Ele cresceu muito como pessoa e está disposto a enfrentar qualquer dificuldade para voltar a jogar futebol”, Lenoir.

Ele reiterou que o próximo da defesa será entrar com o pedido de autorização na Justiça para que o detento possa sair da prisão durante o dia para treinar no Montes Claros FC. Mas, primeiramente, os advogados terão que esperar a documentação do preso ser transferida para a Penitenciária do Norte de Minas, o que deve demorar pelo menos 15 dias. Especialistas asseguram que, como cumpre em regime fechado, Bruno só poderá sair da cela para trabalhar a partir de 2019. Mas, os advogados dele alegam que existe brecha na lei que faculta a saída temporária mesmo para que os presos em regime fechado. Nesta semana, os advogados de Bruno deverão visitar a Penitenciaria para verificarem em que condição o cliente se encontra. “Mas, as informações que recebemos é que ele está recebendo um tratamento adequado”, afirmou Tiago Lenoir.

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