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Exemplo » Brasiliense de 13 anos será primeiro jovem com Down a participar da Copa Ele carregará uma das bandeiras no jogo entre Costa do Marfim e Colômbia, hoje, no Estádio Nacional de Brasília

Saulo Araújo - Correio Brasiliense

Publicação: 19/06/2014 15:15 Atualização:

Augusto é mergulhador e faixa amarela de judô. Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A. Press
Augusto é mergulhador e faixa amarela de judô. Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A. Press

Hoje, às 13h, quando a seleção de Costa do Marfim e da Colômbia pisarem no gramado do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, um simples gesto entrará para a história das Copas do Mundo. Pela primeira vez, um jovem com síndrome de Down levará uma bandeira ao campo. O responsável pelo feito será o brasiliense Augusto dos Mares Guia Corrêa. Apaixonado por futebol, o garoto de 13 anos vai realizar o sonho de ver de perto e participar da organização do maior evento do planeta.

A presença dele na festa ocorreu de maneira despretensiosa. O pai do menino, Jack Corrêa, 62 anos, decidiu participar de um concurso promovido por um dos patrocinadores do Mundial. Bastava enviar uma foto do filho praticando algum esporte. Feita pela mãe, a relações públicas Tatiana Mares Guia, 47 anos, a imagem selecionada mostra Augusto e Jack se preparando para um mergulho no Lago Paranoá.

Engana-se quem pensa que a foto foi feita apenas por causa do concurso. Augusto mergulha com cilindro há quase três anos. Quando não está na água, o jovem distribui chaves e quedas no tatame, onde é faixa amarela de judô. Embora tenha enviado a fotografia no ano passado, a confirmação sobre a participação dele na abertura da partida em Brasília só veio na última segunda-feira.

Do outro lado da linha, Tatiana ouviu de um representante da Federação Internacional de Futebol (Fifa) que o filho havia sido um dos meninos selecionados para entrar com uma das quatro bandeiras oficiais apresentadas ao público — das duas seleções, da Fifa e do Fair Play. “Ficamos extremamente felizes, principalmente porque teremos a oportunidade de passar uma mensagem ao mundo: a de desmistificar essa história de que quem tem síndrome de Down não pode fazer nada. É um ato que vai reforçar a inclusão e mostrar que eles são capazes de tudo”, disse Tatiana.

Torcedor do Atlético Mineiro e fã de Neymar, Augusto nem se importa de o jogo não ser o do Brasil. Apesar da imparcialidade que adotará na cerimônia, quando a bola rolar, a torcida do garoto será pela Colômbia, onde tem parentes e amigos. Empolgada com a Copa no país, a família se preparou para acompanhar os duelos. A frente da casa, no Lago Sul, foi decorada com bandeirinhas verdes e amarelas. O condomínio também ganhou as cores do time pentacampeão do mundo, e Augusto participou de todos os detalhes. Perguntado se confiava no hexa, o garoto fez cara de impaciente e respondeu um sonoro “Brasil”. 

Tags: brasilia jovem

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