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Minas » Comerciantes se protegem e temem ações mais violentas com jogos em BH Na Avenida Afonso Pena, tapumes foram instalados nas fachadas de lojas e hotéis. Durante protesto, lixeiras foram queimadas e orelhões destruídos

Estado de Minas

Publicação: 13/06/2014 10:11 Atualização:

Hotel Othon Palace, na esquina com Rua da Bahia, protegeu os vidros com tapumes antes do jogo de ontem. Foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A. Press
Hotel Othon Palace, na esquina com Rua da Bahia, protegeu os vidros com tapumes antes do jogo de ontem. Foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A. Press

Às vésperas do primeiro jogo da Copa do Mundo em Belo Horizonte, entre Colômbia e Grécia, amanhã no Mineirão, o medo de vandalismo vai além dos arredores do estádio e das avenidas que concentram concessionárias de veículos, como a Cristiano Machado e a Raja Gabaglia. No Centro de BH, principalmente nas imediações da Praça Sete, que foi ocupada nessa quinta-feira por manifestantes, é grande a preocupação com prejuízos causados por baderneiros. Eles queimaram lixeiras, destruíram orelhões, picharam prédios públicos. Lojas e até o Othon Palace Hotel, tradicional local de hospedagem na Avenida Afonso Pena, protegeram suas fachadas de vidro com tapumes para evitar transtornos.

A instalação dos tapumes no Othon, que fica no número 1.050 da Afonso Pena, esquina com a Rua dos Tupis, começou bem cedo. Operários instalaram a proteção até uma altura que manifestantes não conseguem alcançar. Porém, a medida não impede que pedras sejam atiradas nos vidros mais altos. Depois de colocados os tapumes, eles foram pintados de preto, imitando a cor dos vitrais escurecidos. Nenhum funcionário do hotel quis dar informações sobre a iniciativa e nem se ela vai durar até o fim da Copa do Mundo.


Em uma loja de telefonia celular a um quarteirão dali, três grandes vitrines foram tampadas. Elas ainda têm uma camada de portas de aço, todas com trancas reforçadas. O segurança Luiz dos Reis, de 42 anos, conta que o medo de se repetirem as cenas de violência do ano passado fez com que os responsáveis pela loja aumentassem as proteções. “Há muita preocupação também com arrombamentos e saques, como ocorreu em lojas de telefonia ano passado”, diz ele.

Um mês

Numa agência de viagens, que fica na esquina da Afonso Pena com a Rua da Bahia, uma grande fachada de vidro está toda tampada. “A maior preocupação é com as pedradas. Ainda mais que nos últimos meses todas as manifestações que acontecem nessa região vão à prefeitura, passando na porta da loja”, disse uma das funcionárias. A intenção é manter a proteção por 30 dias, tempo de duração do Mundial.

Pelo menos duas agências bancárias estão protegidas com outros tapumes: o Banco do Brasil da Afonso Pena, entre Rio de Janeiro e Espírito Santo, e o Banco Itaú do quarteirão fechado da Rio de Janeiro. Porém, a agência do Itaú que mais foi destruída em 2013, bem no miolo da Praça Sete, só instalou películas escuras nos vidros. Nenhuma barreira de madeira foi colocada. A agência do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) da Avenida Afonso Pena, entre São Paulo e Curitiba, também teve toda a fachada coberta com peças de madeira para evitar os danos.

O dono de uma banca de revistas na praça, Fausto Rogério Teixeira, de 57, conta que está preocupado apenas com os jogos do Brasil, mas garante que vai deixar a banca sempre aberta. “Se ficar fechado, acho que é pior. Deixando tudo aberto creio que eles vão respeitar mais e não vão partir para cima de um trabalhador”, afirma.

 

 

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