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Minas Gerais » Manifestantes se mobilizam contra a Copa em Belo Horizonte

Publicação: 12/06/2014 15:37 Atualização: 12/06/2014 15:45

Uma manifestação toma conta da Praça Sete de Setembro, a mais movimentada de Belo Horizonte, localizada no hipercentro da capital mineira. Os manifestantes, que caminham em direção à prefeitura de BH, criticam a maneira como a Copa do Mundo está sendo organizada no Brasil. Marcado nas redes sociais para as 12h, o ato concentrado da praça já conta com a participação de cerca de 300 pessoas, de acordo com a Polícia Militar.

A corporação alega que não pretende reprimir o protesto e está apenas realizando um trabalho de prevenção do uso de armas brancas e bombas, acessórios utilizados em alguns dos últimos protestos no país. “Estamos tentando identificar pessoas com apetrechos para uso violento, para já evitar o uso desse tipo de dispositivo”, explica o comandante do Batalhão Copa, o tenente-coronel Hércules de Paula Freitas. Até o momento foram apreendidos um soco inglês e uma faca, mas nenhum manifestante foi detido.

Entre as reivindicações estão o fim das remoções forçadas e garantia do direito à cidade e à moradia adequada, além do repúdio aos gastos abusivos da Copa. Os organizadores do evento também reivindicam melhores condições de vida nas cidades, com uma maior qualidade do transporte, respeito aos direitos humanos e dignidade da população sem-teto.

O estudante Ricardo Amaral, de 24 anos, afirma que é importante participar das lutas populares para mudar o Brasil. "Sai para me manifestar neste ano de novo porque mais que os governos, quero mudar a cabeça das pessoas", defende. Depois de fechar todo o quarteirão da Praça Sete, a multidão iniciou uma passeata em direção à prefeitura de Belo Horizonte, com o acompanhamento da polícia, que está bloqueando as vias.

Para o protesto foi programada a realização da copelada, uma partida-manifesto de futebol na Av. Afonso Pena criticando a elitização da modalidade pela FIFA, de uma quadrilha junina, levantando bandeira contra a proibição de festas populares durante o Mundial.

Por Cláudia Ferreira, especial para o Diario

Com informações do Estado de Minas

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