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Vandalismo » Cinco retrovisores são furtados no primeiro dia útil do Programa Bike BH Usuários aprovam o novo sistema, mas consideram insuficiente a quantidade de ciclovias

Estado de Minas

Publicação: 10/06/2014 09:29 Atualização:

Débora Melo começou dieta ontem e voltou a pedalar após quatro anos, com a bicicleta que alugou na Praça da Liberdade. Cinco retrovisores já foram furtados dos equipamentos (acima). Foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press
Débora Melo começou dieta ontem e voltou a pedalar após quatro anos, com a bicicleta que alugou na Praça da Liberdade. Cinco retrovisores já foram furtados dos equipamentos (acima). Foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press

No primeiro dia útil de operação do Programa Bike BH, cinco retrovisores foram furtados ontem, das 6h às 16h, em Belo Horizonte. Outras peças têm dispositivo de segurança que impede o furto, como as rodas e a buzina, mas o retrovisor é preso ao guidom apenas por um pequeno parafuso. O estudante Iago Marques, de 18 anos, alugou uma bicicleta sem o equipamento de segurança e teve dificuldade de circular, principalmente onde não existe ciclovia e foi preciso dividir a pista com os carros.

Desde sábado, quando o serviço foi implantado, 293 pessoas compartilharam as bicicletas, número considerado bom pela empresa Serttel/Samba Transportes, que administra o sistema, já que apenas 40 estão disponíveis em quatro estações (Mercado Central e as praças da Estação, da Liberdade e Afonso Arinos).

Quem alugou bicicletas aprovou o novo programa de mobilidade urbana da prefeitura, mas aponta falhas que comprometem a segurança do ciclista e de pedestres. Reclama também da falta de ciclovias interligando as estações, de pedestres andando nos espaços destinados às bikes, da falta de respeito com os ciclistas no trânsito e de estações lotadas, sem espaço para devolver a bicicleta.

Iago testou o serviço domingo, quando o trânsito é tranquilo. Ontem, ele retornou para avaliar se era seguro pedalar durante a semana. “São poucas ciclovias e os motoristas não respeitam o ciclista”, disse o estudante, que teve outro problema. Ao devolver a bicicleta, ele conferiu no smartphone que não constava a devolução no aplicativo do serviço. “Fiquei com medo de pagar multa. A minha sorte é que tinha um técnico por perto, e que me ajudou”, disse. Mesmo assim, ele aprovou o projeto, principalmente a facilidade do pagamento. “Baixei o aplicativo pelo meu smartphone, contratei o serviço e a cobrança será no meu cartão de crédito.”

O estudante Pedro Aguiar, de 22, também gostou, mas reclamou da falta de segurança. Ele conta que foi devolver a bike na estação da Praça Afonso Arinos e não encontrou vagas. “Esperei 10 minutos. Como ninguém apareceu para retirar bicicleta e liberar um espaço, tive que subir a Avenida João Pinheiro para devolver na Praça da Liberdade”, disse Pedro, que contratou o serviço por um mês e vai pagar R$ 9.

Já a relações públicas Débora Melo, de 25, começou ontem uma dieta e incluiu a bicicleta para tentar perder peso. Ela trabalha em um centro cultural da Praça da Liberdade e no horário de almoço troca de roupas para pedalar. “Eu não pedalava havia quatro anos e adorei. Moro no Bairro Santa Mônica e, quando houver estação do Bike BH na Pampulha, pretendo usar a bicicleta como meio de transporte. Uma pena que não pensaram em ciclovia quando duplicaram a Avenida Antônio Carlos. Vou ter que treinar muito para enfrentar o trânsito, pois é muito perigoso”, disse Débora.

O estagiário Igor Santos, de 19, mora no Bairro Tupi, na Região Norte, e vai de metrô até a Praça da Estação, onde embarca em um ônibus até a Praça da Liberdade para trabalhar. “Agora, vou trocar o ônibus pela bicicleta, economizar dinheiro, andar mais rápido e ainda fazer exercício físico”, disse.

A Serttel/Samba Transporte não considera vandalismo o furto de retrovisores. “Com o tempo, a população acaba abraçando o projeto e esse tipo de ocorrência acaba não acontecendo mais”, afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa.
 

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