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Maranhão » Sexto dia de greve dos rodoviários é marcado por fraco movimento no comércio de São Luís

O Imparcial

Publicação: 28/05/2014 09:38 Atualização:

Rua Grande teve baixo movimento e algumas lojas fecharam mais cedo. Foto: Karlos Geromy/OIMP/D.A. Press
Rua Grande teve baixo movimento e algumas lojas fecharam mais cedo. Foto: Karlos Geromy/OIMP/D.A. Press
A decisão dos rodoviários de não colocar nenhum ônibus na rua, alterou o movimento do comércio. O Imparcial esteve em alguns pontos comerciais e constatou o movimento fraco. A Praça Deodoro que é diariamente é freqüentada por um grande número de pessoas, estava vazia. Os vendedores ambulantes que estavam com barracas montadas era uma minoria, parecia uma manhã de domingo.

Os pontos de ônibus que ficam nas mediações da Praça Deodoro, e que normalmente são lotados estavam vazios, poucas pessoas transitavam pelo local. A Rua Grande, o maior centro comercial popular, por onde passa 70 mil pessoas por dia, segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas de São Luís do Maranhão (CDL), estava praticamente deserta, com pouca movimentação, apesar das lojas estarem abertas e funcionando.

A gerente Soraia Cavalcante, falou que a paralisação trouxe prejuízos a loja, pois desde quinta feira, mesmo rodando 30% da frota, ou 70%%, as pessoas ficam com medo de saírem de casas e irem às compras.

“Nos dias anteriores, diminuiu as vendas, mas pelo menos ainda era 80% de clientes fazendo compras. E hoje caiu muito o movimento, e acaba prejudicando a todos, não só nós comerciários”, disse a gerente.

As escolas municipais, estaduais e algumas instituições de ensino privadas também foram prejudicadas por conta da greve geral dos rodoviários que tiveram que suspender as atividades, pois a maioria dos funcionários e estudantes são usuários do transporte público.

Nas faculdades, Unidade de Ensino Superior Dom Bosco (UNDB) e na Estácio não houve aula, os alunos foram avisados previamente, se caso houvesse greve geral as aulas e demais atividades seriam suspensas. Já as escolas particulares funcionaram normalmente.

De acordo com o funcionário da UNDB Rafael Monteiro, as aulas foram suspensas tanto da tarde quanto da noite, de 100 % dos funcionários só 20% compareceram, isso porque possuem transporte próprio. Nos últimos dias já estava sendo complicado ainda mais agora sem nenhum ônibus

“A maioria dos professores e alunos não possuem carros, necessitam do coletivo para chegar à faculdade. Para evitar maiores transtornos a melhor decisão foi suspender as atividades até que normalize a situação dos ônibus”, falou o funcionário.

Protesto cancelado
A manifestação que deveria acontecer na manhã de ontem foi cancelada, pois os rodoviários não comparecer para participar do movimento. Apenas o secretário administrativo Isaías Castelo Branco e o presidente Gilson Coimbra do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Estado do Maranhão (STTREMA) estavam na Praça Deodoro no momento da concentração.

De acordo com Gilson, apesar do protesto não ter acontecido, a paralisação continua e agora mais forte do que no início do movimento, pois agora são 100% sem ir á rua a determinação de pagar quatro mil por hora, o que equivale a 96 mil por dia não irá intimidar a classe, segundo ele 30% da renda do sindicato fica retida no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) referentes as greves de 2011 e 2013.

O último reajuste salarial foi em 2010, o salário dos rodoviários atualmente é de R$ 1.298 para os motoristas, R$ 759 cobradores e R$ 769 para fiscal. As reivindicações continuam, enquanto os empresários não sinalizarem nem um tipo de acordo ou pelo menos uma contra proposta, o movimento grevista continua. Segundo o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de São Luís (SET) 1.150 é o número de ônibus circulam em São Luís, mas de acordo com o sindicato são apenas 850, e mais de quatro mil rodoviários.

 

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