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Copa » Ministério da Defesa promete aprimorar medidas para proteger seleções

Agência O Globo

Publicação: 28/05/2014 08:50 Atualização:

Apesar de avaliar oficialmente que as medidas de segurança planejadas foram executadas, e que não houve riscos para a delegação brasileira, o Ministério da Defesa admitiu em nota enviada hoje ao GLOBO que, "diante dos acontecimentos, diversas outras medidas serão aprimoradas para evitar que fatos dessa natureza ocorram". Além dos jogadores brasileiros, ficarão no Rio treinando para a Copa três seleções: Inglaterra, Itália e Holanda. As duas últimas chegam em 6 de junho; Inglaterra é esperada para o dia 8.

A delegação de Camarões também desembarca no Rio, mas segue para o Espírito Santo. A primeira delegação que participará do Mundial, a Austrália, chega amanhã ao Brasil. "Seria péssimo para a imagem dos jogos, do Brasil e do Rio, que um incidente igual ocorresse na chegada dos convidados. Por exemplo: que a delegação inglesa ficasse em meio a uma manifestação no caminho do treino - afirmou um oficial do Rio envolvido na segurança do evento.

A segurança da Copa é dividida em três níveis: Defesa, com as Forças Armadas à frente; Segurança Pública, coordenada pela Polícia Federal, com apoio da segurança pública local; e Inteligência, liderada pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Na opinião de pessoas ligadas ao planejamento, as falhas ocorreram nos dois primeiros eixos, já que o setor de Inteligência informou que haveria manifestantes na chegada da delegação brasileira ao Rio, tanto no aeroporto, no hotel, como na Granja Comary, em Teresópolis.

O cerco à delegação brasileira pelos manifestantes assustou os jogadores, mas atingiu principalmente a presidente Dilma Rousseff: levando em consideração o retorno que recebeu dos responsáveis pela segurança do evento, ela assegurou, em recente jantar com jornalistas esportivos no Palácio do Planalto, que ninguém iria encostar a mão nas delegações das seleções.

No planejamento da segurança da Copa, só o Rio terá 20 mil homens das forças de segurança federal, estadual e municipal mobilizados para atuar durante todo o evento. Um efetivo tão grande tornou ainda mais difícil aceitar que a seleção tenha passado por cena tão constrangedora: eram cerca de 70 pessoas, entre professores das redes municipal e estadual, que estão em greve, e apoiadores do movimento. Apenas 30 policiais estavam presentes no local.

"A segurança não funcionou. Ficou claro. O plano de segurança, por melhor que seja, é inútil se não for efetivamente executado. O material humano empregado na operação precisa estar devidamente equipado, treinado e motivado. A polícia, em um caso como esse, precisa usar os meios mínimos necessários em diferentes gradações de uso da força legal, de modo preventivo e/ou repressivo, não perdendo nunca o controle da situação, como aconteceu ontem", afirmou o delegado federal aposentado Antônio Rayol, que coordenou grandes encontros de chefes de Estados no Rio, como a Conferência Mundial de Meio Ambiente, a Rio-92.

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