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Sequestro » Presidente paraguaio se encontra com pai de Arlan Fick

Agência O Globo

Publicação: 27/05/2014 14:30 Atualização:

O presidente do Paraguai, Horácio Cartes, se encontrou com o brasileiro Alcido Fick, pai do jovem Arlan Fick, sequestrado há 55 dias pela guerrilha Exército Popular Paraguai (EPP). O encontro, que estava previsto na agenda do presidente paraguaio, incluía também a reunião com colonos de Paso Tuyá, no departamento de Concepción, norte do país. A informação circulava extra-oficialmente em meios de comunicação locais e redes sociais desde o último domingo, e foi publicada na manhã desta terça (27) pelo jornal ABC.

Os moradores da região onde Arlan foi sequestrado estão profundamente preocupados pela segurança e, principalmente, pela atuação da guerrilha que sequestrou o jovem, de apenas 16 anos. Sua família vive no Paraguai há 35 anos, como muitos outros brasileiros, que integram a comunidade dos chamados "brasiguaios".

O caso de Arlan está sendo seguido de perto pelas autoridades brasileiras no país. "O Brasil ofereceu ajuda desde o começo, sempre dentro de nossas possibilidades", disse o embaixador do Brasil em Assunção, José Felício.

Já o adido da Polícia Federal, Zulmar Pimentel, assegurou que "existe uma grande expectativa (pela possibilidade de encontrar Arlan com vida), mas a verdade é que ainda não há um fato novo sobre a restituição do sequestrado". "Estamos, desde o começo, em contato e oferecendo nossa colaboração" enfatizou Pimentel.

A sensação entre policiais paraguaios é de que a decisão da família de rechaçar qualquer tipo de colaboração policial acabou prejudicando a situação de Arlan. Seus pais pagaram um regaste de US$ 500 mil e o rapaz continua sem aparecer e sem enviar sinais de vida. "Quando a polícia participa, em geral se consegue uma evidência, alguma prova de vida", comentou uma fonte paraguaia.

O pai de Arlan teria deixado o dinheiro numa estrada do norte paraguaio, cumprindo à risca às exigências dos sequestradores, que agora condicionaram a libertação do rapaz a uma espécie de anistia para todos os guerrilheiros que estão detidos. A família e forças policiais têm esperanças de encontrar o jovem com vida porque o EPP realizou cinco grandes sequestros, incluído o de Arlan, e em apenas um dos casos a vítima foi assassinada (a filha do ex-presidente Raúl Cubas). Na maioria das vezes, o cativeiro dura mais de um mês.

O governo brasileiro está em permanente contato com as autoridades paraguaias, do Executivo e da Polícia Nacional. Também está participando ativamente o consulado brasileiro em Concepción, no Norte do país, próximo da região onde ocorreu o sequestro.

Texto de: Janaína Figueiredo, Correspondente.

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