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Saúde » Pesquisa norte-americana aponta que cigarro pode colaborar para aumento de peso O efeito é maior em mulheres que estão acima do peso. Com o paladar comprometido, elas não identificam bem o sabor de alimentos gordurosos e os consomem mais

Correio Braziliense

Publicação: 25/05/2014 21:16 Atualização: 25/05/2014 21:26

Participaram do estudo 47 mulheres. Foto: Helder Tavares/DP/D.A Press
Participaram do estudo 47 mulheres. Foto: Helder Tavares/DP/D.A Press

Por Bruna Sensêve e Carmen Souza

 

Câncer, gastrite, úlcera, derrame, infarto, bronquite, enfisema, cárie. Longa, a lista de males provocados pelo cigarro acaba de ganhar um integrante no mínimo surpreendente. Pesquisadores dos Estados Unidos colocaram em xeque a máxima de que o tabagismo emagrece. Nem sempre. O vício engorda especialmente um grupo em que os quilos adicionais são ainda mais desastrosos: as mulheres obesas. De acordo com um estudo da Universidade de Washington, o cigarro dificulta a percepção do sabor de alimentos açucarados e gordurosos, comprometendo a sensação de saciedade por esses produtos.

“Descobrimos que as mulheres que fumam anseiam alimentos gordurosos mais frequentemente do que as que não fumam, e que o desejo por cigarros e o por comida estão relacionados de tal forma que, quanto mais elas querem o cigarro, maior é o desejo por carboidratos e alimentos ricos em gordura”, detalha Marta Pepino, integrante do estudo. Pepino e Julie Mennella partiram de constatações de que os fumantes têm hábitos alimentares insalubres se comparados aos não tabagistas.

A escolha por observar somente o comportamento das mulheres é justificada pelo fato de fumarem por razões diferentes das dos homens. Elas são, inclusive, menos propensas a parar influenciadas, entre outros fatores, pela preocupação sobre o ganho de peso pós-cessação e pela crença de que fumar emagrece. “Os fumantes não ganham menos peso corporal ao longo do tempo do que os não fumantes. Pior que isso, o fumo está associado ao aumento da obesidade central — melhor preditor de morbidade e mortalidade do que o índice de massa corporal”, detalham, no artigo publicado na revista científica Obesity.

Participaram do estudo 47 mulheres, que foram divididas em quatro grupos: 14 obesas fumantes, 11 obesas que nunca fumaram, 10 fumantes com peso normal e 12 mulheres com peso normal e não fumantes. “Demos a elas pudins que tinham como única diferença a quantidade de gorduras e açúcares adicionadas. As participantes tinham que definir quanto de cremosidade estava associado a cada sobremesa, quão doce e quanto de prazer em comer associavam a elas”, detalha Pepino.

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