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Greve » Professores do Rio programam atos e cobram negociação

Agência Brasil

Publicação: 20/05/2014 20:16 Atualização:

A greve dos professores das redes estadual e municipal de ensino do Rio entrou no seu oitavo dia, sem avanço nas negociações. Amanhã (21), às 15h, os professores vão participar de ato unificado com outras categorias, como servidores do Ministério da Cultura e vigilantes. O protesto será à frente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

De acordo com a coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação(Sepe), Marta Moraes, até o momento, o sindicato não recebeu resposta para marcar uma audiência com Wilson Risolia e Helena Bomeny, secretários estadual e municipal de educação, respectivamente.

“Apresentamos a solicitação formal para uma audiência aos secretários, governador e prefeito, mas até agora não tivemos nenhuma resposta. Estamos esperando alguém se manifestar para negociarmos”, disse Marta.

Na quinta-feira (22), o Sepe fará uma assembleia unificada da categoria às 11h, no Clube Hebraica Rio, em Laranjeiras, para definir os rumos da paralisação. Após a encontro, os profissionais sairão em passeata até o Palácio Guanabara, no mesmo bairro, e seguirão até o Palácio da Cidade, em Botafogo, sede da prefeitura.

Os profissionais entraram em greve no último dia 12, com uma pauta de reivindicações que inclui reajuste salarial de 20%, redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais e um terço da carga horária para planejamento de aula. Além disso, eles também cobram pontos que ficaram acertados no Acordo Coletivo de Trabalho firmado no ano passado, mas que os professores afirmam que não estão sendo cumpridos.

“É importante ressaltar que a nossa greve é nova, não é a retomada da paralisação do ano passado. Mas também queremos que governo e prefeitura cumpram o que foi prometido na greve anterior. No município, não foram cumpridos a equivalência salarial, um terço de planejamento e a valorização profissional. No estado, nenhuma disciplina com menos de dois tempos, garantia de uma matrícula em apenas uma escola e também um terço de planejamento [foram pontos que ]deixaram de ser cumpridos”, explicou Marta Moraes.

Segundo a coordenadora do sindicato, 30% dos professores municipais aderiram à greve. Já no estado, 55% dos profissionais estão participando da paralisação.

A Secretaria Estadual de Educação informou, em nota, que apenas 239 professores de um total de 75 mil faltaram nesta terça-feira (20) e nenhuma escola deixou de funcionar.

Segundo a secretaria, um reajuste salarial de 8% foi proposto para os docentes. Já a equivalência salarial não pode ser realizada porque existem cargas horárias de 16, 30 e 40 horas semanais nas escolas, segundo o órgão, que também descarta a redução da jornada de trabalho sem redução de salários.

Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Educação não se posicionou até o fechamento desta notícia, tanto sobre a adesão da categoria à greve quanto o andamento das negociações com a prefeitura.

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