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ONG » Moradores do Rio unem decoração para a Copa a protesto contra condições da saúde

Agência Brasil

Publicação: 10/05/2014 13:11 Atualização:

Moradores da comunidade do Jacarezinho, na zona norte do Rio, participaram hoje (10) de uma manifestação pela melhoria de serviços públicos nos hospitais por meio de um cenário reproduzindo um setor de emergência de um hospital público. Vestidos como profissionais da saúde e pacientes, os moradores encenaram um atendimento incluindo filas de espera e doente deixado no chão.

Simultaneamente, também fizeram a decoração, para a Copa do Mundo, de uma rua do local. Em clima bem animado, que envolveu até a participação de crianças, a rua recebeu bandeirinhas, pintura nas paredes e no chão com figuras em verde e amarelo e um troféu da Copa pintado em um muro de uma das casas da localidade. A decoração e o protesto foram organizados pela ONG Rio de Paz.

O presidente da ONG Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, destacou a diferença de condições em que vivem os moradores do Jacarezinho e a construção do Maracanã, distante quatro quilômetros da comunidade.

“O contraste é brutal entre o esplendor do Maracanã e o estado da comunidade e dos hospitais e escolas do entorno do Jacarezinho. E aí decidimos fazer esta manifestação usando elementos da cultura brasileira, que é a rua colorida e pintada para a Copa do Mundo, mas como meio de protesto e indignação da sociedade”, disse.

Antônio Carlos espera que a manifestação seja reproduzida em outras partes do país, para que a decoração relativa à Copa tenha um sentido social e reivindicatório. “O negócio não é boicotar a Copa, mas usar o momento de inversão de valores para mandar um recado para as autoridades públicas. Não pode gastar uma fortuna de dinheiro público, a revelia do povo, sem consultar a população investindo no que não é essencial e sem retorno para o brasileiro”, analisou.

O presidente da ONG acrescentou que ontem (9) esteve no Hospital Federal de Bonsucesso, e na entrada do setor de emergência viu um cartaz informando que só havia atendimento aos pacientes com risco de vida.

“O hospital atende à comunidade do Jacarezinho. E a gente pergunta, quem faz a triagem para fazer a divisão de quem merece ou não merece ser atendido? O que não é risco de vida de manhã, não pode se tornar à tarde? Era necessário que o hospital chegasse ao ponto de botar um cartaz como esse na porta do setor de emergência?”, questionou.

Antônio Carlos informou que a ONG vai fazer manifestações semelhantes em outras comunidades do Rio, mas ainda não está definida qual será a próxima.

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