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Morte de dançarino » Mãe de DG revela ameaças Segundo Maria de Fátima, homem apontou pistola para ela e falou: "se você não calar a boca, eu vou calar"

Diario de Pernambuco - Diários Associados

Publicação: 29/04/2014 10:11 Atualização:

A auxiliar de enfermagem Maria de Fátima da Silva, mãe do dançarino Douglas Rafael da Silva, morto no Morro Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, no último dia 22, denunciou, ter sido ameaçada quando caminhava, à tarde, pela Lagoa Rodrigo de Freitas. Segundo ela, um homem de carro apontou uma pistola em sua direção e disse: “se você não calar a boca, eu vou calar”.

Maria de Fátima afirmou que o suspeito era “marombado”, branco, de olhos castanhos e tinha um dragão tatuado no braço. Ela afirmou que ligou para o número 190 da Polícia Militar para denunciar o fato e hoje irá à delegacia registrar queixa.

“Vinha caminhando, com a cabeça meio avoada por causa das consequências, quando percebi que tinha um carro diminuindo a marcha perto de mim. Eu vi o vidro abaixar e, de dentro, saía um braço com uma tatuagem. Ele tinha uma pistola 360. Corri e me escondi atrás do poste”, disse Maria de Fátima, que ontem participou da missa de Sétimo Dia do filho, ao lado de parentes e amigos.

Maria de Fátima disse estar convencida de que o filho foi torturado até a morte. Ela alegou que o corpo apresentava sinais de espancamento e que denunciaria os policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Pavão-Pavãozinho à Anistia Internacional.

O delegado titular da 13ª DP (Copacabana), Gilberto Ribeiro, encaminhou 50 unidades do tipo de munição utilizada pelos policiais da UPP do Pavão-Pavãozinho para confronto balístico no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). O pedido foi feito pelos peritos para tentar descobrir se o disparo que atingiu Douglas partiu de uma das 16 armas que estavam em poder dos policiais militares envolvidos no confronto em que o dançarino foi atingido semana passada.

O material será usado para comparação com o cartucho deflagrado que foi apreendido junto com uma ponta de munição na quadra, ao lado do muro, nos fundos da creche. Perto do local onde o corpo do rapaz foi encontrado. Até agora, o que se sabe é que o dançarino, que estaria participando de um churrasco em uma laje, tentou fugir quando começaram os disparos, mas foi atingido e morreu ao despencar de uma altura de cerca de 10 metros.

“É uma perícia muito sensível e, por isso, houve um pedido para que a gente tentasse usar a mesma munição utilizada pelos policiais militares. O ideal é que fosse do mesmo lote, mas não tinham como me dar um lote específico, porque as munições são misturadas. Mesmo assim, espero que essas 50 unidades sejam suficientes para testar as armas e confrontar os cartuchos deflagrados com o que foi apreendido no local”, afirmou o delegado.

O corpo de Douglas apresentava uma marca de tiro nas costas, que foi transfixante e perfurou o pulmão. Num primeiro momento, a Polícia Civil chegou a divulgar que o corpo da vítima não apresentava sinais de perfuração por arma de fogo, mas apenas escoriações. Somente na quarta-feira, no dia seguinte ao crime, um laudo do Instituto Médico-Legal (IML) informou sobre a existência de lesão perfuro contundente, típica da provocada por tiro.

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