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UPPs no Rio » Em 4 anos, violência no RJ já deixou ao menos 38 mortos em áreas com UPPs O dado oficial de mortos civis, entretanto, é questionado por militantes de direitos humanos que acreditam que o número seja bem maior

Renata Mariz - Correio Braziliense

Publicação: 24/04/2014 10:38 Atualização:

Moradores do Pavão-Pavãozinho tentam retomar a rotina após protesto. Foto: Pilar Olivares/CB/D.A Press (Pilar Olivares/CB/D.A Press)
Moradores do Pavão-Pavãozinho tentam retomar a rotina após protesto. Foto: Pilar Olivares/CB/D.A Press

Problema crônico que mancha a imagem do Brasil no mundo, a letalidade policial não cessou com a implantação das unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no Rio de Janeiro. O projeto de uma instituição que atuaria mais próxima da comunidade e, ao mesmo tempo, lançaria mão de um trabalho de inteligência para garantir a paz nas comunidades ocupadas, já deixou pelo menos 38 mortos, entre 2009 e 2013, em 22 das 37 áreas com UPPs instaladas. No mesmo período, nove policiais foram assassinados. Somente este ano, pelo menos quatro agentes perderam a vida em UPPs.

O dado oficial de mortos civis, entretanto, é questionado por militantes de direitos humanos que trabalham em favelas. Em julho de 2013, a ONG Justiça Global, que trabalha o tema da violência na capital fluminense, comunicou ao Sistema Interamericano de Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos (OEA), uma série de violações de direitos dentro de áreas com UPPs. Uma delas mostrava 24 execuções feitas pela polícia naquelas localidades somente entre 2011 e 2012. “Usamos casos emblemáticos e relatos de pessoas que atuam dentro das comunidades. Isso não significa que esse número esgota os casos. Pelo contrário, esse dado, certamente, é maior”, diz Natália Damásio, advogada da Justiça Global.

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