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Caso Bernardo » Polícia sustenta que pai participou do assassinato de Bernardo A madrasta é a principal suspeita de matar o garoto

Correio Braziliense

Publicação: 23/04/2014 07:31 Atualização: 23/04/2014 09:08

De acordo com delegada, há provas que sustentam a participação do médico Leandro Boldrini no crime. Foto: Polícia Civl/Divulgação
De acordo com delegada, há provas que sustentam a participação do médico Leandro Boldrini no crime. Foto: Polícia Civl/Divulgação

A polícia do Rio Grande do Sul voltou a sustentar que o pai de Bernardo Boldrini, o médico Leandro Boldrini, está envolvido no assassinato do menino. O menino, de 11 anos, foi encontrado morto no dia 14, na área rural de Frederico Westphalen (RS). De acordo com Caroline Bamberg, delegada de Três Passos, onde Bernardo morava com o pai e com a madrasta, Graciele Ugulini, há provas que sustentam a participação de Leandro. “Eu tenho a convicção de algum tipo de participação dele. Agora, não vou dizer qual por enquanto porque ainda faltam alguns elementos a serem levantados”, disse a delegada, em entrevista coletiva concedida na última terça-feira (22).

Segundo ela, ainda há elementos a serem investigados e é necessário “individualizar a conduta de cada um no crime”. Por isso, o inquérito não foi concluído. “Enquanto não soubermos o que realmente aconteceu e todos os passos do crime, não descarto nenhuma possibilidade", alegou Caroline. Leandro, Graciele e a assistente social Edelvania Wirganovicz, amiga da madrasta, estão presos preventivamente desde o dia 14.

A delegada disse que a madrasta do garoto já prestou depoimento à polícia e que se manteve calma, sem chorar. Graciele é a principal suspeita de matar Bernardo. Segundo o jornal Zero Hora, que teve acesso ao depoimento, Edelvânia garante que Graciele planejou a morte do enteado havia “um tempo” e que ela havia prometido quitar uma dívida imobiliária de R$ 96 mil da assistente social para que a amiga a ajudasse.

De acordo com a assistente social, no dia 4 de abril, quando Bernardo desapareceu, ela e Graciele disseram ao menino que o levariam para uma consulta “com uma benzedeira” e, no caminho, a madrasta dopou a criança e aplicou nela uma injeção letal. Edelvânia não tinha certeza se Bernardo estava morto quando foi enterrado. Gracielli, segundo a amiga, havia garantido que Leandro nada saberia do crime, mas que ficaria aliviado, porque Bernardo era visto pelo casal como um “incômodo”.

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