• (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Minas Gerais » Corregedoria apura denúncia de envolvimento de militares no assassinato de jovem

Luana Cruz -

Publicação: 16/04/2014 12:05 Atualização: 16/04/2014 12:09

A Corregedoria da Polícia Militar (PM) vai apurar as denúncias da família do jovem José Ricardo Venâncio, de 19 anos, executado com seis tiros em casa na madrugada desta quarta-feira no Bairro Jardim Vitória, Região Nordeste de Belo Horizonte. Os parentes apontam três militares com autores do crime que aconteceu na Rua Sossego. O comandante do Policiamento Especializado, coronel Antônio de Carvalho, está acompanhando o caso porque a denúncia inicial é de que os militares estavam com fardas camufladas, uniformes usados geralmente por militares dos batalhões de Evento e Rotam.

De acordo com o coronel, os familiares relataram que pouco antes de meia noite, três militares pediram permissão para entrar na casa e, mesmo sem mandado, foram autorizados pela mãe de José Ricardo a entrar. Eles revistaram o jovem e foram embora depois de não encontrar qualquer material ilícito.

Conforme o coronel Carvalho, consta na denúncia que minutos depois, dois homens voltaram à casa e pularam a janela em direção ao quarto de José Ricardo. Enquanto a família foi mantida em um dos cômodos, vigiada por um homem encapuzado, o outro invasor executou o jovem a tiros no quarto. Os dois homens que entraram na residência para matar usavam calça jeans, segundo o relato das testemunhas. Mesmo assim, os familiares estão convencidos do envolvimento de militares na morte de José Ricardo.

Conforme o coronel, os parentes citaram até mesmo o nome de um militar com quem José Ricardo teve um desentendimento anterior. Os familiares disseram que esse policial seria do Batalhão Rotam, mas a PM já verificou e a informação não procede. A Corregedoria acompanha os trabalhos de perícia na casa do rapaz na manhã desta quarta-feira para emitir parecer e caso conclua que houve participação de militares, proceder com as prisões.

“A perícia está indo lá verificar vestígios que podem ajudar a identificar as pessoas que a família está apontando. Até a agora estamos no levantamento de dados e não descartamos nada”, afirma o coronel. Segundo Carvalho, o jovem executado tem passagens pela polícia por tráfico. Conforme o comandante, os homens que voltaram na casa para matar podem não ser militares, pois José Ricardo tinha desentendimentos com rivais do tráfico na região, informação repassada à PM pelos próprios parentes.

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »



Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.