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Rio Grande do Sul » Pai e madrasta presos por morte de Bernardo

Diario de Pernambuco - Diários Associados

Publicação: 16/04/2014 09:30 Atualização: 16/04/2014 09:37

A polícia do Rio Grande do Sul suspeita que pai e madrasta sejam responsáveis pela morte de Bernardo Uglione, de 11 anos, que estava desaparecido desde o dia 4 de abril e teve seu corpo encontrado na última segunda-feira (14). Leandro Boldrini, pai do garoto, e a madrasta Graciele Boldrini ficarão presos de forma preventiva por 30 dias. Uma amiga do casal, Edelvania Wirganovicz, também está presa, suspeita de participar do crime.

Morador da cidade de Três Passos, noroeste do Estado, Bernardo foi encontrado morto, enterrado em um saco plástico, em um matagal na beira de um rio, no município de Frederico Westphalen, norte do Rio Grande do Sul.

Bernardo foi visto pela última vez por sua família em Três Passos, próximo a sua residência. Na ocasião, o menino disse que iria dormir na casa de um amigo. Quando foi buscar o garoto, o pai de Berardo descobriu que o filho não estava na casa do amigo, e não tinha chegado a ir ao local. O pai então, comunicou a polícia sobre o sumiço de Bernardo. 

A polícia identificou contradições entre os depoimentos dos familiares e descobriu que no dia do sumiço relatado, a madrasta da criança recebeu uma multa por excesso de velocidade. De acordo com o policial rodoviário que aplicou a multa, havia uma criança dormindo no banco de trás do carro.

Segundo o policial, a madrasta de Bernardo afirmou que estava indo até Frederico Westphalen para comprar um televisor, quando na verdade, estaria levando a criança até a casa da amiga. Questionada pela polícia, a amiga do casal teria indicado a localização do corpo. 

A suspeita policial é de que a madrasta do menino tenha aplicado uma injeção letal na vítima. A causa da morte ainda será confirmada por laudo médico. 

A delegada responsável pela investigação, Caroline Virginia Bamberg, disse que Bernardo chegou a procurar o Judiciário no

começo deste ano, para se quixar do abandono familiar. Na ocasião, o Ministério Público do Rio Grande do Sul chegou a propor

que a guarda de Bernardo fosse transferida para sua avó materna, moradora de Santa Maria. Porém, o pai do garoto se

reaproximou da criança e Bernardo permaneceu em casa.

O corpo do garoto foi velado na última terça-feira (15) no colégio em que estudava. Nesta quarta-feira (16), ele será

sepultado no mesmo túmulo da mãe, no cemitério de Santa Maria.  

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