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Cobrança » Governo do Rio cobrará da Oi gastos em desocupação A empresa desapropriou um prédio que servia de moradia para três mil pessoas

Estado de Minas

Publicação: 13/04/2014 17:33 Atualização: 14/04/2014 11:35

Governo do Rio cobrará da Oi gastos em desocupação A empresa desapropriou, na semana passada, um prédio que servia de moradia para três mil pessoas. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Governo do Rio cobrará da Oi gastos em desocupação A empresa desapropriou, na semana passada, um prédio que servia de moradia para três mil pessoas. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
O governo do Rio de Janeiro deve cobrar da Oi o valor gasto com a desocupação, pela Polícia Militar, do prédio da telefônica no Engenho Novo, zona norte do Rio, na sexta-feira, 11. O imóvel servia de moradia para três mil pessoas, segundo informações da Agência Estado. O governador Luiz Fernando Pezão afirmou que um levantamento com todos os gastos com homens e equipamentos envolvidos na operação já está sendo priorizado para ser apresentado à Oi. O prefeito Eduardo Paes também vai pedir ressarcimento à empresa pelos prejuízos públicos causados pela retirada dos invasores.

O grupo que ocupava o imóvel continua acampado em frente à Prefeitura, no centro, à espera de uma promessa de moradia. Três secretários municipais receberam uma comissão ontem e ofereceram cadastro das famílias sem-teto em outro local, no bairro de São Cristóvão, na zona norte, de modo que a frente do prédio fosse desocupada. Mas a proposta não foi aceita - elas acreditam que se deixarem a Prefeitura não terão uma solução rápida.

O acampamento começou na sexta-feira à tarde, horas depois da tomada do prédio da Oi pela PM, em cumprimento à ordem judicial. O número era de 150 pessoas no sábado (boa parte dormiu lá mais uma noite, abrigada na passarela da Cidade Nova, inclusive com crianças). Neste domingo, 13, quintuplicou.

Mototaxistas foram chamados para transitar pelas favelas onde os invasores estão abrigados (em imóveis alugados ou casa de parentes e amigos) para convocar mais gente para acampar. Até o fim da tarde continua chegando gente, mesmo com a ameaça de chuva forte.

"Quanto mais gente, maior a pressão. Não vamos sair daqui. Queremos uma proposta concreta e cadastro com nome de todo mundo. Só pedimos para quem já recebe aluguel social ou já tem inscrição no Minha Casa, Minha Vida dê a vez, para não atrapalhar os outros", disse uma das lideranças, Ed dos Santos, de 26 anos, ele próprio já locatário de um imóvel no Jacarezinho.

O governador afirmou também que os mais necessitados serão atendidos pelos programas habitacionais disponíveis, "mas não na pressão". Na ocupação, foram identificadas 177 famílias. Agora, o cadastro será cruzado com o feito pela Prefeitura. As famílias querem não só um lugar para morar, mas também ressarcimento pelos eletrodomésticos e móveis que ficaram no prédio.

Elas estão sendo assistidas por advogados voluntários, que auxiliam nas negociações com a Prefeitura. O prefeito condenou pessoas que "pagavam aluguel e abandonaram suas residências pra ir pra lá (o prédio da Oi) ganhar uma casa do governo".

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