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Temportal em Belo Horizonte » Bombeiros encontram corpo de homem que caiu no Córrego do Onça em Minas Caso aconteceu no Bairro Ribeiro de Abreu. Temporal paralisou a cidade: ruas ficaram alagadas, carros foram arrastados, o Córrego Cachoeirinha transbordou e o saguão do aeroporto da Pampulha ficou debaixo d'água

Estado de Minas

Publicação: 03/04/2014 12:22 Atualização:

Militares do 3º Batalhão do Corpo de Bombeiros encontram nesta manhã o corpo do homem que caiu no Córrego do Onça durante o forte temporal que atingiu Belo Horizonte no fim da tarde da quarta-feira. Segundo a corporação, a vítima foi identificada como Womar Gonçalves Caldeira, de 43 anos. A vítima foi encontrada perto de uma ponte no Bairro Ribeiro de Abreu, na Região Nordeste da capital.

A corporação recebeu um chamado via 193 às 18h50 de ontem informando que um pedestre havia sido levado pelas águas. A vítima usava camisa vermelha e bermuda jeans. A procura começou ainda durante a noite, mas a escuridão e o tempo prejudicaram os trabalhos, que só puderam ser retomados às 6h40 desta quinta-feira. Parentes da vítima, que era um motorista de ônibus aposentado, disseram que ele tinha o hábito de nadar no córrego. Eles disseram que Womar bebeu muito durante o dia e saltou no córrego, usando uma boia, junto com o amigo, mas não conseguiu voltar para a margem. O outro homem saiu da água.

Esta é a primeira morte em decorrência da chuva confirmada pela Defesa Civil em Minas Gerais em 2014. O último registro datava de 27 de dezembro, quando o adolescente Allison Pablo da Silva Rocha, de 17 anos, se envolveu em um acidente na BR-365, onde a chuva e o vendaval causaram quedas de árvores. O acidente aconteceu em Buritizeiro, no Norte de Minas Gerais. No dia 23 daquele mês, em Belo Horizonte, um homem de 56 anos morreu afogado após ficar preso dentro do carro durante um alagamento na Avenida Cristiano Machado, altura do Bairro Dona Clara. Desde o início do período chuvoso, 23 pessoas morreram no estado.

Equipes dos bombeiros foram deslocadas para vários pontos da cidade durante a chuva, principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Leste. Conforme o balanço da corporação, os militares atenderam 27 ocorrências de inundações em casas e vias públicas, 13 quedas de árvores em vias públicas, com danos à rede elétrica, e 11 situações de pessoas ilhadas em ruas, avenidas e imóveis.

No primeiro temporal do ano da Região Metropolitana de Belo Horizonte, despencou quase a totalidade do volume de água previsto para o mês inteiro. Em uma hora de tempestade, aproximadamente entre 17h e 18h de ontem, a meteorologia registrou a queda de 55 milímetros de água, contra os 61 mm previstos para todo o mês de abril. Foi o bastante para alagar vários pontos da cidade e arrastar carros ao longo da Avenida Bernardo Vasconcelos, no Bairro Ipiranga, na Região Nordeste da capital. As regiões Norte e Nordeste da capital mineira foram as mais afetadas. Segundo balanço do Corpo de Bombeiros, foram 11 pessoas presas em veículos e, para a Defesa Civil, foram 41 pontos alagados.
O Aeroporto Carlos Drummond de Andrade, na Pampulha, teve o saguão totalmente alagado. Por volta das 17h30, passageiros que estavam no primeiro andar, subindo nas cadeiras para fugir das águas, foram transferidos para o segundo andar do terminal. Segundo a Infraero, a água subiu 1 metro e nenhum voo precisou ser cancelado. Por meio do Twitter, o internauta Victor Marcondes contou a situação. “Chuva forte em BH. Acabamos de ser removidos para o segundo piso do aeroporto da Pampulha por, literalmente, alagamento do aeroporto”, disse.

Na Avenida Bernardo Vasconcelos, diversos comerciantes e moradores do Bairro Ipiranga tiveram prejuízos. O córrego Cachoeirinha não suportou o volume de chuva e transbordou. A enxurrada levou tudo o que havia pela frente. “A água começou a subir às 17h25 e chegou a avançar uns 50 centímetros para dentro da minha loja. Ainda está alagando toda a pista e o canteiro. Como isso já aconteceu outras vezes, guardei todo o material nos fundos para evitar prejuízos”, relata o proprietário de uma loja de ar-condicionado automotivo, Ronaldo Francisco Campos.

"A situação ficou feia. A água chegou a subir um metro e quebrou várias chapas de mármore e granito que tinha aqui, um prejuízo de pelo menos R$ 25 mil”, afirma o empresário Lourival Augusto Soares, proprietário de uma marmoraria na avenida. “Todo ano é a mesma coisa. A gente vê o tempo fechar e já corre para a porta da loja para vigiar o leito do rio”, diz Lourival, que diz ter visto pelo menos três carros sendo arrastados pela enxurrada no fim da tarde de ontem.

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