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Susto » Aeroporto volta à rotina após pouso de emergência em Brasília No dia seguinte ao pouso de emergência, o terminal funcionou normalmente. Avianca não permitiu que piloto desse entrevista

Roberta Abreu -

Publicação: 30/03/2014 11:33 Atualização: 30/03/2014 11:39

Balcão da Avianca no Aeroporto JK: terminal amanheceu com as atividades normalizadas ontem. Foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press
Balcão da Avianca no Aeroporto JK: terminal amanheceu com as atividades normalizadas ontem. Foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press
Um dia após o susto vivido pelos passageiros do voo 6393 da Avianca, que fez um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubitschek, o terminal amanheceu com as atividades normalizadas. Voos sem atrasos e muita movimentação. Dos 44 passageiros que estavam no avião, 14 residem em Brasília. Os 30 que faziam conexão na capital seguiram para os destinos finais. A vida dessas pessoas foi salva pela experiência e pela tranquilidade do piloto Eduardo Verly, que trabalha há cinco anos na companhia aérea.

A tripulação do voo 6393 ficou hospedada em um hotel em Ceilândia, com o qual a Avianca tem convênio. Durante toda a manhã, eles não foram autorizados a falar com a imprensa. Às 12h40, o grupo fez o check-out e saiu escondido pela garagem, em um veículo da companhia aérea. De acordo com funcionários do prédio, Verly se desculpou por não poder se pronunciar. Ele teria dito que não queria parecer rude, mas, como a Avianca não permitiu que ele falasse com os jornalistas, ele não poderia dar entrevista.

Por volta das 17h30 de sexta-feira, o comandante da aeronave fez o primeiro contato com a torre de controle do Aeroporto JK. Ele avisou que o avião, um Fokker 100, apresentava falha no trem de nariz (veja transcrição) e precisava fazer um pouso emergencial. “Gostaria de solicitar apoio total de solo.” Verly manteve uma calma impressionante, que foi percebida pelos passageiros. Cerca de 10 minutos depois, a aeronave, que vinha de Petrolina (PE), aterrissou na capital. O comandante sobrevoou a área para perder combustível e, em seguida, fez o avião deslizar, apenas com as rodas traseiras, até parar.

Na nova pista do terminal, uma equipe do Corpo de Bombeiros os aguardava. Os oficiais despejaram espuma para minimizar as faíscas provenientes do contato do corpo do avião com o solo e evitar que chamas agravassem o acidente. Na operação, foram utilizados os novos carros de combate à incêndio (CIs) adquiridos em 2013 pela Inframérica, administradora do terminal. Cada um tem capacidade para 12.500 litros de água e mais de 1,5 litro de líquido gerador de espuma (LGE). Além disso, tansporta três homens, um operador e dois bombeiros combatentes.

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