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Rio de Janeiro » PM busca traficantes em favelas antes de ocupação da Maré

Agência Brasil

Publicação: 28/03/2014 16:15 Atualização:

A Polícia Militar (PM) fez hoje (28) operações em diferentes favelas do Rio de Janeiro, às vésperas da chegada das Forças Armadas ao Complexo de Favelas da Maré, na zona norte da capital fluminense. O porta-voz da PM, tenente coronel Cláudio Costa, explicou que o objetivo é atacar facções criminosas responsáveis por  ataques a Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) que vinham acontecendo desde janeiro e culminaram com o incêndio de um contêiner da UPP de Manguinhos.

“As áreas foram determinadas pelo nosso setor de inteligência, que verificou a possibilidade de movimentação de marginais oriundos do Complexo da Maré para essas regiões”, disse ele. “Desde sexta-feira foram 57 presos e 17 menores apreendidos. Temos conseguido inibir a movimentação de traficantes do Complexo da Maré”, comentou. Cláudio Costa disse que em uma semana foram apreendidos 16 pistolas, três fuzis, quatro revólveres e 100 quilos de maconha, entre outras drogas.

Costa não confirmou a ocupação da Maré no próximo domingo (30), como foi divulgado por veículos da imprensa. “Os detalhes da operação serão fornecidos. Não confirmamos a data ainda”, disse. Desde a última sexta-feira, a PM vem fazendo operações em algumas regiões intensificadas de quarta-feira (26).

O Ministério da Defesa confirmou que os veículos blindados estão à disposição das forças de segurança do estado do Rio. Ontem, o sub-comandante administrativo do Comando de Operações Especiais da PM, coronel Rodrigo Sanglard, disse que os policiais militares devem ocupar o território durante aproximadamente dez dias com até mil militares, antes de as Forças Armadas assumirem o controle da região.

O governador do Rio, Sérgio Cabral, pediu a intervenção das Forças Armadas no Complexo da Maré na segunda-feira passada (24), com base na Garantia da Lei e da Ordem, instrumento previsto na Constituição Federal que dá poder de policiamento às Forças Armadas. O motivo alegado pelo governador foi a sequência de ataques às UPPs.

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