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Rio » Projeto restaura prédio antigo da zona boêmia da Lapa

Agência Brasil

Publicação: 18/03/2014 21:44 Atualização:

O boêmio bairro da Lapa, na região central do Rio de Janeiro, com seus sobrados centenários, que já abrigaram personagens ilustres da história, como Machado de Assis, Carmen Miranda e Jorge Amado, ganhou hoje (16) nova opção de lazer em construção restaurada do fim do século 19.

Com 110 metros quadrados, a Casa Momus, na Rua do Lavradio, 11, foi o primeiro imóvel a ser restaurado pelo Programa de Apoio à Conservação do Patrimônio Cultural (Pro-Apac), do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), órgão da prefeitura. Com dois andares, o novo espaço terá um restaurante especializado em cozinha mediterrânea, com exposições de artes plásticas, sessões de leitura e de música.

A pesquisadora Anna Vacchiano, diretora de produção artística do projeto de restauração do prédio, explicou que a obra demorou sete meses para ser concluída e custou R$ 1 milhão, sendo R$ 300 mil com incentivos do Pro-Apac e o restante pago pelos gestores do espaço cultural.

“Foi uma obra pesada. Não havia cisterna, instalação hidráulica, nem luz elétrica. A parede era metade de pedra com óleo de baleia, não tinha vigas, as vigas de sustentação eram de madeira e como ele [prédio] estava com muito micro-organismo, tivemos que derrubar o forro,” contou. “Na realidade o que sobrou do antigo imóvel foi a fachada”, acrescentou.
Rio de Janeiro - Casa Momus, misto de restaurante Mediterrâneo e galeria de arte, localizado na Rua do Lavradio, centro da capital fluminense, bem no coração do corredor cultural carioca (Tomaz Silva/Agência Brasil)

A madeira de demolição foi toda aproveitada, como o assoalho, que foi transformado em mesas. Durante a restauração, para surpresa dos pesquisadores, foi encontrada uma cruz templária da Ordem de Cristo, criada em 1319, em Portugal.

Anna, que é diretora executiva da produtora RAÍZforte, responsável pela escolha do prédio, contou que o imóvel foi local de reuniões de políticos e intelectuais no final do século 19, e até a restauração ali funcionava um antiquário. Ela explicou que além das características arquitetônicas do prédio, a localização influenciou muito a escolha do imóvel, visto que no local tem uma feira mensal, vários restaurantes e casas de show e música.

“A Rua do Lavradio já recebe grande quantidade de turistas, está sendo um trabalho de revitalização do centro histórico, e por isso julguei que o sobrado teria as características próprias do edital”, disse ela.

O Pro-Apac foi lançado em 2013 para apoiar e patrocinar a restauração de imóveis tombados e preservados da região central. O objetivo do programa é investir R$ 12 milhões na restauração de sobrados do centro da cidade e de imóveis da região portuária. A primeira edição contemplou nove imóveis e a segunda chamada, que já começou, está analisando 32 propostas. De acordo com o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, cerca de 8,5 mil imóveis nessas regiões podem concorrer a cotas de fomento, que podem chegar a R$ 400 mil.

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