• (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Chuvas » Cheias atingem 66 mil no Norte

Estado de Minas

Publicação: 12/03/2014 10:49 Atualização:

A cheia dos rios na região Norte do país já afeta cidades no Amazonas, Pará, Rondônia e Acre. Mais de 22 mil famílias, ou pelo menos 66 mil pessoas, estão desalojadas, desabrigadas ou ilhadas em casa. Em Porto Velho (RO), o nível do Rio Madeira bateu novo recorde histórico (19,04m) e afeta diretamente 2.256 famílias. Desde o fim de fevereiro, a cidade está em estado de calamidade pública. Ontem, uma comitiva viajou a Brasília para pedir ajuda federal. Segundo a prefeitura, as perdas com a agropecuária somam quase R$ 1 bilhão, e 31 prédios públicos foram danificados, gerando um prejuízo de R$ 300 milhões.

A cheia também obstrui as principais rodovias federais da região, como a BR-364, único acesso por terra ao Acre, que sofre com a falta de abastecimento de alimentos e combustível. Além de alta nos preços, há escassez de determinados alimentos em alguns estabelecimentos do estado. Segundo a Polícia Rodoviária Federal de Rondônia, o nível de água na rodovia já chega a um metro. Apenas veículos altos e pesados conseguem atravessar a pista. Um sistema de balsa está sendo providenciado para facilitar o acesso ao Acre.

Os voos realizados entre Porto Velho e Rio Branco (AC) pelos aviões de carga da Força Aérea Brasileira (FAB) não suprem a demanda do mercado local de alimentos, segundo um diretor da Associação de Supermercados do Acre, Adem Araújo. Quase 90% dos alimentos vendidos no Acre vêm de fora. Com isso, o quilo de tomate em alguns estabelecimentos já supera R$ 6. O saco de cinco quilos de arroz, antes vendido a R$10, chega a custar R$ 13. “A situação é desastrosa", disse o coronel Lioberto Caetano, coordenador da Defesa Civil de Rondônia.

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, órgão do Ministério da Integração Nacional, determinou o repasse de R$940 mil para a Prefeitura de Rio Branco, para a execução de ações de socorro, assistência às vítimas e restabelecimento de serviços essenciais.

Manicoré, a 332 quilômetros de Manaus, se tornou ontem a nona cidade a decretar estado de emergência no Amazonas devido à cheia. O município é banhado pelo Rio Madeira, que atingiu também Apuí e Humaitá. Os outros seis municípios em emergência estão situados nas calhas do Rio Purus e Rio Juruá. Segundo o secretário de Administração de Manicoré, Kennedy Duarte, a enchente atinge aproximadamente mil famílias da zona rural da cidade. “Há casas em que a água está batendo na janela”, disse.

No Pará, a cheia dos rios Xingu e Tocantins deixou 547 famílias desabrigadas e 653 desalojadas. Há, ainda, segundo a Defesa Civil, quase 5 mil família que preferiram permanecer em casa – a maioria ilhadas – e estão sob vigilância dos bombeiros. Em Altamira, às margens do Xingu, a 800 quilômetros de Belém, o nível da água subiu rápido, obrigando os moradores a aumentar as pontes improvisadas para ter acesso às suas casas.

Previsão de mais chuvas
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a região Norte, sobretudo o Acre, continuará sofrendo com a chuva nos próximos dias. “Entre 11 e 19 de março estão previstos 100mm de chuvas no estado. Parece pouco, mas já está tudo superencharcado, não tem mais onde cair água. Qualquer chuva vai agravar o problema”, diz o meteorologista Manoel Rangel.

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »



Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.