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História » Canhão naval do século 16 segue para Museu Histórico Nacional Peça fundida no século 16 foi encontrada em 2011 pelo Ministério Público em casa na Pampulha e agora será levada para Museu Histórico Nacional, onde fará parte de coleção

Estado de Minas

Publicação: 11/03/2014 11:01 Atualização:

Uma decoração no mínimo extravagante: um canhão naval em varanda de propriedade particular. Por fim, da Região da Pampulha, em Belo Horizonte, seguiu para pátio público e histórico, próximo ao mar do Rio de Janeiro. O aparelho de guerra do tipo berço, fundido no século 16, foi descoberto em 2011 durante operação de combate a crimes ambientais. Recuperado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a raridade – há registro de apenas oito em todo o mundo – segue hoje para o Museu Histórico Nacional, sob a proteção do Exército.

Os trabalhos de investigação, o mandado de busca e apreensão e a guarda provisória da peça mobilizaram autoridades de várias promotorias e gabinetes, inclusive no Norte do estado. Desde a retomada do patrimônio público, em 13 de junho de 2012, foram muitos os levantamentos de pesquisa da descoberta, acolhida pela Superintendência de Museus e Artes Visuais.

Estudos indicam que a peça de 1,60 metro, de aproximadamente 60 quilos, foi fundida pelo português Francisco Álvares, entre 1560 e 1580 – na arma em liga de cobre e bronze, a inscrição da fundição em Portugal, no século 16. Trata-se do primeiro canhão do fundidor em território brasileiro. Eram apenas quatro os canhões navais do período em solo verde e amarelo. Investigações revelaram que a peça veio de embarcação naufragada, por meio de resgate clandestino, nos anos 1980, na costa da Bahia. Possivelmente, quatro séculos de fundo do mar.

Patrimônio
O representante do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Paulo José de Souza, presente na assinatura do termo de entrega do canhão naval, ressalta a importância da ação do MPMG em trazer à luz da história o patrimônio apropriado indevidamente. “A peça acrescenta muito à coleção de canhões do Museu Histórico Nacional”, avalia. No Rio de Janeiro, a relíquia portuguesa, embalada cuidadosamente em TNT e plástico bolha, é esperada com entusiasmo.

Para Marcos Paulo de Souza Miranda, da Coordenadoria das Promotorias de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC), um fato inédito em Minas Gerais, terra de peças sacras, distante do oceano. “É uma peça extremamente valiosa para a nossa história. É com grande satisfação que devolvemos ao coletivo um patrimônio público que estava em poder de um particular”. O coordenador da (CPPC) destaca ainda a importância do canhão berço para a história marítima e naval do Brasil.

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