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Greve » Polícia federal para por três dias e afeta serviço de passaporte

Publicação: 10/03/2014 22:59 Atualização:

Policiais federais de todo o país pretendem intensificar, a partir desta terça-feira até a próxima quinta, as ações da categoria por reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Em alusão à burocracia do setor público, a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) pretende levar a Brasília, amanhã, balões infláveis brancos em formato de elefante.

No Recife, os policiais federais pernambucanos vão se concentrar, a partir das 9h desta terça-feira, na Superintendência Regional no Cais do Apolo onde farão panfletaço. No interior do estado a mobilização será em frente às delegacias da Polícia Federal (PF) em Caruaru e Salgueiro.

A greve destes três dias faz parte do calendário progressivo de paralisações da categoria, que iniciou com um dia em 11/02, dois dias em 25 e 26/02 e nesta semana, com três dias de greve. Nesse período, os serviços essenciais prestados pela Polícia Federal bem como prisão em flagrante e transporte de presos para audiências serão mantidos com 30% do efetivo. Já a liberação de certificado de registro de arma, alvará de funcionário, liberação para compra e emissão de passaporte ficam comprometidos.

Em nota, agentes, escrivães e papiloscopistas federais reivindicam melhorias no setor de segurança no país para evitar problemas durante a Copa do Mundo. Segundo o presidente da Fenapef, Jones Borges Leal, faltam agentes para fiscalizar as fronteiras do país e fazer o policiamento no aeroportos. “Em alguns aeroportos não tem nenhum [agente]. Infelizmente, mais de 250 policiais federais abandonam a profissão todos os anos, pois a carreira tem sido duramente sucateada pelo governo”, criticou Leal.

A categoria amarga o maior congelamento salarial da história do governo federal, que já dura sete anos, fazendo com que os policiais federais recebam menos da metade do valor dos salários dos demais servidores públicos federais. O último reajuste simbólico foi de 3,4% em 2009, o que tem gerado perdas salariais superiores a 40%, o que vem fazendo com que cerca de 250 policiais federais deixem a profissão todos os anos.
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