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Fé » Motociclistas se reúnem mensalmente para rezar e pedir proteção Além da cerimônia de bênção aos capacetes, os participantes reforçam valores do grupo

Mariana Laboissière - Correio Braziliense

Publicação: 09/03/2014 12:37 Atualização: 09/03/2014 12:58

Mais de 200 motociclistas e familiares se reúnem no Park Way uma vez por semana. Foto: Daniel Ferreira/DP/D.A Press
Mais de 200 motociclistas e familiares se reúnem no Park Way uma vez por semana. Foto: Daniel Ferreira/DP/D.A Press
Capacetes em punho, jaquetas de couro, lá vêm eles. Embalados pelo roncar do motor, alguns exibem longos cabelos, outros deixam as tatuagens à mostra. Não vão para um show de rock, tampouco para um encontro de motociclistas. A reunião será para ouvir a palavra de Deus. Uma vez por mês (toda última quinta-feira), cerca de 200 pessoas se reúnem para assistir ao MotoCulto, uma celebração religiosa voltada a esses aventureiros das estradas, com direito a pastor e bênção de capacetes. Atualmente, o encontro acontece em um galpão da Vila da Graça, uma espécie de igreja improvisada no Park Way. Os integrantes também participam de encontros semanais voltados às orações e ao estudo da Bíblia.

O pastor André Fernandes, 50 anos, mais conhecido como Geleia, é quem comanda o encontro. Ligado à Igreja Batista Cristã, ele também está à frente do Esquadrão de Cristo, um grupo de motociclistas cristãos criado há nove anos é responsável por organizar as celebrações. “É um culto feito por motociclistas e para motociclistas. É algo muito livre. Louvamos com músicas e a palavra é contextualizada para o grupo”, explica. Após os MotoCultos, os participantes se reúnem em atividades externas. “Falamos da vida, da família, da nossa moto e das nossas viagens”, arremata Geleia.

Qualquer pessoa, independentemente da religião, é bem-vinda aos encontros. É o caso do bancário Luciano Hofstatter, 38 anos, integrante do Motoclube Abutres. Ele casou-se durante um MotoCulto. A cerimônia aconteceu em 2013 durante o Moto Capital, um dos maiores eventos do gênero no mundo, promovido anualmente em Brasília. “Minha mulher é evangélica, mas eu não. Acredito em Deus. Assisto aos cultos de vez em quando. Lá, fala-se a nossa língua. O pastor aproxima as passagens bíblicas do universo das estradas. Isso é muito legal e você não vê em nenhuma outra igreja”, comenta.

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