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Unidas no sofrimento » Mulheres que tiveram filhos mortos por assassino em série lutam por justiça Com pesar, elas se lembram das promessas feitas por políticos na última disputa eleitoral. Nada foi cumprido

Saulo Araújo - Correio Brasiliense

Publicação: 09/03/2014 12:28 Atualização:

Benilde dos Santos (E), Valdirene Fernandes da Cunha, Aldenira Alves de Sousa, Sônia Vieira de Azevedo Lima e Marisa Pinto Lopes: destinos cruzados pela mortes dos filhos. Foto: Bruno Peres/CB/D.A Press
Benilde dos Santos (E), Valdirene Fernandes da Cunha, Aldenira Alves de Sousa, Sônia Vieira de Azevedo Lima e Marisa Pinto Lopes: destinos cruzados pela mortes dos filhos. Foto: Bruno Peres/CB/D.A Press
Há quatro anos, o país acompanhou o drama de sete mulheres que tiveram os filhos executados por um assassino em série. À época, a saga das mães de Luziânia, como ficaram conhecidas, mobilizou autoridades do Distrito Federal e de Goiás (leia Memória). Também era ano de campanha eleitoral, e políticos fizeram discursos defendendo indenização às famílias. Outros organizaram homenagens com flores e salgadinhos. Alguns as chamaram para participarem de comícios — elas recusaram. A Comissão de Direitos Humanos do Senado chegou a promover uma sessão para discutir medidas a fim de evitar episódios semelhantes. De tudo o que foi dito à época, nada foi levado adiante.

Sônia, Marisa, Valdirene, Sirlene, Aldenira, Benilde e Maria Lúcia enterraram os jovens lado a lado, no cemitério da cidade distante 66km de Brasília. O acusado, o pedreiro Adimar Jesus Santos, 40 anos, havia se matado em uma cela, em Goiânia. O tempo passou, o pleito de 2010 elegeu seus representantes e as sete mães se viram abandonadas. Além da dor eterna causada pela ausência dos filhos, agora elas alimentam um sentimento de revolta contra a classe política, a qual elas classificam de “aproveitadora”.

Longe dos holofotes, as mulheres preparam os últimos detalhes para mover uma ação contra o governo do Distrito Federal e o de Goiás. “Processaremos o GDF porque o maníaco foi beneficiado com a progressão de pena mesmo com laudos indicando que ele deveria receber tratamento. Já Goiás deve explicações por conduzir as investigações de forma amadora desde o início, além de ter permitido que o Adimar se matasse na cadeia, acabando com a possibilidade de conhecermos novas informações sobre a série de mortes”, sustentou o advogado do grupo, Luciano Braz.

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