• (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Minas Gerais » Carnaval de Belo Horizonte reúne público de todas as idades Pena de Pavão de Krishna reuniu 3 mil foliões no Jardim América e, na Cidade Nova, a garotada se divertiu ao som do Bloquim Dubem

Portal Uai - Associados

Publicação: 03/03/2014 11:53 Atualização: 03/03/2014 12:15

Clima infantil garantiu manhã de festa para pais e filhos no Parque Marcos Mazzoni. Foto: Edésio Ferreira/EM/D.A.Press. ( Edésio Ferreira/EM/D.A.Press)
Clima infantil garantiu manhã de festa para pais e filhos no Parque Marcos Mazzoni. Foto: Edésio Ferreira/EM/D.A.Press.

Sobrou folia no domingo de carnaval em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Enquanto o Bairro Jardim América se coloriu de azul com a alegria do bloco carnavalesco Pena de Pavão de Krishna, na Cidade Nova, a criançada caiu na folia no Parque Marcos Mazzoni com o Bloquim Dubem. Na Cidade Jardim, o Só Frituras atraiu para a Avenida Prudente de Morais até gente que saiu da Pampulha, no outro lado da cidade, para se divertir. Juntas, as agremiações levaram mais de 3,5 mil pessoas às ruas de Belo Horizonte. O clima era de paz e confraternização.

Mesmo com divulgação restrita a grupos no Facebook, o Pena de Pavão e Krishna reuniu cerca de 3 mil foliões na Praça Apa, no Bairro Jardim América. Quase todos os participantes tinham o rosto pintado de azul. O bloco era guiado por um carro elétrico com um pavão em destaque, além de um violinista e um violonista e atabaques. O endereço da praça onde a turma se concentrou foi mantido em sigilo pelos organizadores por temor de que as ruas do bairro não suportassem receber um número muito grande de pessoas.

A designer Adê Scalco, de 37 anos, demorou a chegar ao Jardim América, onde iria acompanhar o Pena de Pavão de Krishna, ao ter dificuldade para localizar o ponto de concentração, mas não se arrependeu. “O bloco é maravilhoso. Tudo muito colorido, com as cores verde, magenta e azul-anil. Além disso, as músicas são afoxé, tropicália e Hari Krishna”, disse. De acordo com ela, quando saiu da Praça Apa, a multidão se dirigiu para a comunidade da Ventosa, onde foi muito bem recebida pelos moradores. “As pessoas ajudaram e interagiram com os foliões. Todo mundo entrou no clima, e o desfile terminou na quadra da escola da comunidade.”

No Bairro Cidade Nova, Luciana de Paula, presidente do Instituto do Bem, que organizou o carnaval para as crianças, conta que sua motivação foi o filho de 1 ano e meio. Animados pelo grupo Tambolelê, e ao embalo de música afro-mineira, crianças e adultos acompanharam o bloco pelas ruas em volta do Parque Marcos Mazzoni. Depois do desfile, dois bailinhos encerraram a festa, animados pelos DJs Samberçário Groove e Rockababy. “Eu queria que meu filho se divertisse no carnaval. Ano passado fomos a Santa Teresa, mas a festa era para adultos”, diz.

Pela manhã

No Só Frituras, Ronaldo Rogério, de 52, segundo ele mesmo, “corpinho de 18”, saiu da Região da Pampulha em busca da folia e acabou parando na Avenida Prudente de Morais, na Região Centro-Sul, para entrar no clima carnavaleco com a família. “Tentei primeiro um bloco no Bairro Caiçara, mas o movimento ainda não tinha começado”, conta. Apesar da presença de cerca de 100 pessoas, havia animação. O engenheiro Rogério Oliveira, de 57, fundador do bloco, e seu amigo, o consultor César Leandro Soares de Castro, acordaram às 4h de ontem para começar a fritar torresmo, asinha e coxinha de frango. “No sábado trabalhamos o dia inteiro cozinhando tudo. Queremos combater essa frescura de as pessoas comerem só alface”, brincou Oliveira.

No Samba, mas com Beatles

O Bloco do Sargento Pimenta foi a principal atração do carnaval 2014 do Brasil S/A, no Trevo Seis Pistas, que atraiu milhares de foliões de BH, região e até de outros estados na noite de sábado. A folia só terminou perto das 3h de ontem. Os ingressos se esgotaram. O show, com samba de raiz, Beatles e outros ritmos, garantiu 100% de animação. Muita gente passou por lá fantasiada. Ruim apenas foi a burocracia na chegada: quem comprou entrada pela internet enfrentou duas filas. A primeira para resgatar o bilhete, e outra para entrar.

Banca móvel lucrando com a meninada

O Parque Marcos Mazzoni, no Bairro Cidade Nova, além de abrigar o Bloquim Dubem, contou com uma lojinha ao ar livre que vendia fantasias de super-heróis, confete, serpentina, trombones de plástico, aventais, tiaras, coroas de princesa e roupas infantis de Pierrô e Colombina. Até as 11h, haviam sido vendidos R$ 480.

Água vendida até pelo dobro

Se a turma da cerveja reclamou dos preços dos ambulantes (em torno de R$ 5), quem bebia água achou valores variados. O produto chegava a custar o dobro, dependendo da região. No Concórdia, a garrafa de 500ml saía a R$ 2. Na Rua Guaicurus, a R$ 3. No Jardim América, a R$ 4.

Temporal dispersão em Santa Tereza

A chuva em Santa Tereza fez muito folião correr em busca de abrigo e desistir da festa no fim da tarde de ontem. Concentrações tradicionais, como o Bloco da Esquina, perderam força. A combinação temporal, multidão e ruas estreitas desaguou em engarrafamentos.

Eu, folião


O casal de aposentados Antônio Nunes, 75 anos, e Selma Lígia Leite, de 77, caiu na folia no bloco Só Frituras, na Avenida Prudente de Morais. Carnavalescos de carteirinha, os dois já foram porta-bandeira e mestre-sala da festa de Momo organizada pelo Serviço Social do Comércio (Sesc). “O carnaval lá acabou, mas nós continuamos a nos fantasiar e a sair para desfilar”, contou Nunes. Ontem, ao ouvir o batuque na rua, Selma desceu para checar se realmente haveria um bloco carnavalesco na vizinhança. Confirmada a notícia, voltou depressa para casa e, junto com o marido, fantasiaram-se. Os dois saíram vestidos de palhaços. “Fiquei muito feliz. Pena que a maquiagem ficou a desejar”, disse Selma.

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »



Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.