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Escolas de samba » Em clima de devoção a São Jorge, Tatuapé encerra desfiles em São Paulo

Publicação: 02/03/2014 09:45 Atualização: 02/03/2014 09:56

Desfile da Escola de Samba Acadêmicos do Tatuapé pelo Grupo Especial, em São Paulo. Foto: Taba Benedicto/Futura Press/Estadão Conteúdo
Desfile da Escola de Samba Acadêmicos do Tatuapé pelo Grupo Especial, em São Paulo. Foto: Taba Benedicto/Futura Press/Estadão Conteúdo
Já com dia claro, a escola de samba Acadêmicos do Tatuapé foi a última a brilhar na segunda noite de apresentações das escolas de samba do Grupo Especial de São Paulo. Ao contrário do primeiro dia, a chuva não atrapalhou a passagem do carnaval paulista. Outras seis agremiações passaram pelo Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte da capital entre sábado (1°/3) e domingo (2/3). Os portões foram abertos para o público, estimado em 30 mil pessoas, às 17h. Confira (na ordem das apresentações) como foram os defiles

Pérola Negra

Responsável por abrir a segunda noite de desfiles no Anhembi, a agremiação apresentou o enredo, às 22h30, "Caminhos segui, lugar encontrei... Pérola Negra, a suprema felicidade!". A escola desfilou com 3 mil componentes, 21 alas, cinco alegorias e cinco setores, aproveitando o momento para comemorar os 40 anos da agremiação. No sambódromo mostrou os ensinamentos vindos do Oriente, onde a filosofia pregada é que a felicidade vem do interior do ser humano. O desfile ocorreu sem graves problemas e apenas segundo carro alegórico da Pérola teve problema e precisou de um empurrão dos integrantes da escola para funcionar.

Gaviões da Fiel

Segunda escola a passar pelo sambódromo, a Gaviões da Fiel entrou na avenida às 23h40, para homenagear o craque do futebol mundial e do Corinthians: Ronaldo, que foi transformado em pássaro no enredo "R9 - O voo real do Fenômeno". No desfile foram mostrados momentos importantes da vida do atleta, desde quando era apenas um "filhote". De terno, Ronaldo desfilou no último carro, ao lado do filho Ronald, da mãe Sônia, do pai Nélio e da namorada Paula Morais. A Gaviões levou 4 mil componentes ao Anhembi, em 24 alas.

Mocidade Alegre

A atual bicampeã, a Mocidade Alegre, entrou no sambódromo pouco antes da 1h de domingo para defender o título de melhor escola da cidade. Com o enredo "Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar!", 3.500 integrantes retrataram as seis grandes religiões cultuadas no Brasil - candomblé, hinduísmo, budismo, cristianismo, islamismo e judaísmo. O abre-alas e o quarto carro alegórico, representando o mercado da fé, chamaram a atenção.

Nenê de Vila Matilde

Às 2h, os três mil integrantes da Nenê de Vila Matilde invadiram o sambódromo para mostrar ao público o enredo "Paixões proibidas e outros amores". Paixões como do casal Cleópatra e Marco Antonio, Olga Benário e Luiz Carlos Prestes, Oswald de Andrade e Pagu, e Joaquim Nabuco e Eufrásia Leite, serão retratadas, além de lendas indígenas, como do Uirapuru e do Boto, que representavam as históricas brasileiras. O mais curioso no desfile foi a apresentação da ala das baianas, que não usaram o azul e branco da escola e, pela primeira vez desde a fundação da agremiação, em 1949, vestiu vermelho e branco, representando amor e guerra.

Águia de Ouro

O cantor e compositor nacional, Dorival Caymmi, foi homenageado pela Águia de Ouro, no desfile que começou às 3h12. Os 3.200 componentes desfilaram em 26 alas e 5 alegorias para apresentação do enredo "A velha Bahia apresenta o centenário do poeta cancioneiro Dorival Caymmi". Foram retratados momentos importantes da vida do homenageado a partir das inspirações para as letras de suas composições. Tributo ao cantor teve até uma Iemanjá representada com escultura de 12 metros.


Império de Casa Verde

Penúltima escola de samba do Grupo Especial a passar pelo sambódromo, a Império de Casa Verde trouxe para o sambódromo, às 4h17, as soluções sustentáveis para os problemas do meio ambiente. O enredo "Sustentabilidade, construindo um mundo novo" levou 3.600 componentes à avenida em 26 alas, que impressionou por um roteiro bem planejado, traçando um histórico da contaminação ambiental paralela à evolução humana.

Acadêmicos do Tatuapé

A Acadêmicos do Tatuapé fechou os desfiles do Grupo Especial de São Paulo, iniciando o desfile às 5h28. O enredo "Poder, fé e devoção. São Jorge guerreiro", que animou a plateia já cansada, falou de São Jorge, o santo guerreiro, que era chefe da cavalaria do Império Romano na Capadócia. A escola aproveitou todo o tempo disponível para contar a história da figura que se popularizou no Brasil, com 2,5 mil componentes na avenida, divididos em 22 alas e cinco alegorias.

Cada escola do Grupo Especial, que conta com 14 agremiações, teve no mínimo 55 minutos e no máximo 65 minutos para percorrer toda a extensão da avenida. Sete escolas se apresentaram neste sábado. Outras sete desfilaram no primeiro dia do carnaval de São Paulo. Ontem, apesar da chuva, quase todas as escolas passaram pela avenida sem atrasos. O problema mais grave ocorreu com a escola Tom Maior, que teve defeito técnica no carro abre-alas, tendo que usar empilhadeiras para guinchar o veículo pela avenida.

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