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Paralisação » Sindicato nega greve e diz que movimento de garis não afeta coleta no Rio

Agência Brasil

Publicação: 01/03/2014 18:47 Atualização:

A  manifestação feita neste sábado (1º) por um grupo de garis “sem representatividade junto à categoria”, segundo alegou em nota o Sindicato de Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio de Janeiro, não prejudicou o trabalho de coleta e disposição do lixo efetuado pela Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb) no primeiro dia oficial do carnaval carioca. De sua parte, o movimento diz que o sindicato se afastou dos interesses da categoria.

Apesar da informação, a Justiça do Trabalho declarou hoje à tarde a ilegalidade da greve de garis no Rio. Corroborando a informação do sindicato, a Comlurb distribuiu nota informando que foram recolhidas 21 toneladas de resíduos na Marquês de Sapucaí, preparando a avenida  para as escolas de samba desfilarem esta noite. Nas ruas de acesso ao Sambódromo, foram retiradas 6 toneladas de lixo. A coleta seletiva na Passarela do Samba totalizou, no desfile de ontem, 7,3 toneladas de resíduos recicláveis.

Segundo a Comlurb, devido ao número de pessoas nas ruas, o trabalho só pode ser concluído mais tarde, depois da dispersão dos foliões. No Parque Madureira, zona norte do Rio, o Bloco Mulheres de Zeca gerou até o momento 1 tonelada de resíduos. Em Santa Teresa, no centro, a Comlurb limpou as ruas após a passagem do Bloco Céu na Terra e contabilizou 6,5 toneladas de lixo coletadas.

Somente na tarde de hoje, 131 cidadãos foram autuados e mais de 40 foliões foram pegos em flagrante fazendo xixi na rua. Desde a abertura oficial do carnaval, foram 261 infrações por jogar lixo no chão e mais de 60 por urinar em espaço público. A multa por esse tipo de infração é R$ 157.

De acordo com informação da Polícia Militar (PM) do Estado do Rio de Janeiro, não houve registro de feridos nem de pessoas detidas até agora, durante a manifestação dos garis, quando houve confronto com a Tropa de Choque.  Segundo a corporação, quando o grupo de cerca de 400 pessoas tentou  atravessar a parte da Avenida Presidente Vargas que dá acesso ao Sambódromo, foi impedido pela tropa da PM. A assessoria relatou que a situação está tranquila no local, no momento.

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