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São Paulo » Problemas em carro abre-alas atrasa desfile da Tom Maior, a última a desfilar Primeiro dia de desfiles foi prejudicado pela chuva forte que caiu durante toda a noite e madrugada, até com granizo

Correio Braziliense

Publicação: 01/03/2014 10:16 Atualização:

Com um problema em um eixo do carro abre-alas, que custou mais de dez minutos para entrar oficialmente na avenida, a escola de samba Tom maior fechou o primeiro dia de desfile das escolas de samba do Grupo Especial de São Paulo. A folia começou por volta das 23h15, no Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte da capital paulista, com o desfile da Leandro de Itaquera, que foi vice-campeã do Grupo de Acesso no ano passado. A chuva forte que caiu durante toda a noite e madrugada, até com granizo, prejudicou a noite de samba na cidade.

Com o enredo "Ginga Brasil, futebol é raça. Em 2014 a Copa do Mundo começa aqui", a Leandro de Itaquera iniciou a festa mostrando o tema mais presente na vida do brasileiro, principalmente neste ano, por conta da Copa do Mundo em solo brasileiro. A escola enfrentou um dos momentos mais difíceis do desfile por conta da chuva forte que caiu, com granizo, prejudicando a evolução das alas e até mesmo a agitação nas arquibancadas, já que muitas pessoas tiveram que procurar abrigo para fugir das pedras de gelo.

A Rosas de Ouro foi a segunda escola a entrar na avenida. No instante em que foi anunciado o início do desfile, a chuva parou totalmente, e agitou a plateia. O enredo falou do “Inesquecível” e mostrou os momentos marcantes da vida, do nascimento até a chamada "melhor idade". Figuras ilustres como o escritor Mauricio de Sousa e seus personagens da Turma da Mônica, além do Zé do Caixão e integrantes do grupo demônios da Garoa brilharam no Anhembi.

Assim que a Rosas de Ouro terminou a apresentação, novamente a chuva forte voltou, causando problemas técnicos no desfile da X-9 Paulistana. O enredo da terceira escola a desfilar mostrou que a loucura e a genialidade sempre caminharam lado a lado. A escola enfrentou problemas com a chuva desde o início, pois as luzes de led da comissão de frente se apagaram poucos metros depois da saída.

Em seguida entrou a escola Dragões da Real, que lembrou os ícones do fim da década de 1970 e dos anos 1980, com o enredo "Um museu de grandes novidades". A chuva não deu trégua e também atrapalhou o desfile, mas não tirou a animação das passistas. O abre-alas trouxe invenções como patins, Polaroid, computador e torradeira. O segundo setor apostou em imagens do punk, pop e new wave. Esculturas dos integrantes do Kiss, com 15 metros de altura, levaram hard rock à avenida.

Quando a Acadêmicos do Tucuruvi, quinta escola a passar pelo sambódromo, entrou no Anhembi, tanto a plateia quanto quem estava no desfile ignoraram a chuva, que continuou durante toda a passagem da escola. O enredo "Uma fantástica viagem pela imaginação infantil" fez uma homenagem às crianças com seus sonhos e mazelas. O abre-alas representou o mundo em que toda a criança gostaria de viver, com parques e áreas de lazer.

A Vai-Vai celebrou meio século da emancipação da cidade de Paulínia, no interior de São Paulo, com o enredo "Nas chamas da Vai-Vai. 50 anos de Paulínia”. O desfile trouxe outro ânimo para uma noite praticamente “sabotada” pela chuva. A bateria sai do recuo com o sol ensaiando o amanhecer. O carro abre-alas chamou a atenção pela ousadia: três partes se uniram e criaram um efeito impressionante, com uma alegoria sobre a qual se formava uma estrada de ferro.

Na raça
A Tom maior foi a última escola a desfilar, com desfile marcado pela tensão logo no começo. O primeiro carro da escola empacou pouco antes de cruzar a linha de início do desfile. Um grande espaço se formou entre o carro e a comissão de frente. Duas empilhadeiras, andando de ré, conduziram o primeiro carro e a alegoria só chegou ao fim da avenida graças à ajuda de várias pessoas que empurraram o carro com os braços. O enredo homenageou Foz do Iguaçu, cidade que completa 100 anos em 2014, com o enredo "Foz do Iguaçu: destino do mundo. Sinfonia das águas em Tom Maior”. Mesmo com o atraso de mais de dez minutos para a entrada, a escola completou o percurso dentro do tempo permitido.

Cada escola do Grupo Especial, que conta com 14 agremiações, teve no mínimo 55 minutos e no máximo 65 minutos para percorrer toda a extensão da avenida.

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