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Violência » Depois de presos, jovens confessam que espancaram professor no Pier 21 Segundo a polícia, o crime ocorreu, porque a vítima teria reclamado com um dos suspeitos

Correio Braziliense

Publicação: 25/02/2014 13:38 Atualização: 25/02/2014 13:40

Os dois jovens que agrediram o professor de Educação Física, Lucas Silva Lopes Xavier, 27, no Shopping Píer 21, na noite de domingo (23/2), confessaram o crime, em depoimento à Polícia Civil. Os suspeitos são primos e no dia do crime, passaram a maior parte do tempo bebendo, na casa de familiares.

Em coletiva, na manhã desta terça-feira (25/5), Mabel Faria, titular da 1ª Delegacia de Polícia, informou que as agressões começaram, porque a vítima teria feito uma reclamação a um dos suspeitos, Yago Barboza da Silva, 21 anos, que fazia xixi próximo ao banheiro do shopping.

Yago é estudante de Educação de Física e morador de Arniqueiras. Segundo a polícia, ele não gostou de Xavier ter ido falar com ele, por isso começou as agredi-lo. Ao ver o que o primo fazia, Matheus Phanta Junges, 20 anos, morador do Guará, se aproximou do local e ajudou Yago a bater em Xavier, que ficou desacordado.

Depois do espancamento, os dois jovens foram embora. Contudo, o segurança do shopping anotou a placa do carro em que eles estavam. A polícia conseguiu localizar o dono do veículo, que informou ter vendido o automóvel para Yago.

A polícia prendeu Yago na noite dessa segunda-feira (24/2), no momento em que ele chegava da faculdade. Detido, o jovem informou para polícia onde Matheus morava e conseguiu prende-lo também. A Polícia Civil acredita que apenas os dois jovens estavam envolvidos nas agressões, entretanto, a polícia continua investigando o caso, pois há a suspeita de que Xavier também tenha levado uma garrafada na cabeça.

Yago e Matheus vão responder por homicídio tentado qualificado com motivo fútil, já que a vítima não teve chance de defesa.

O crime
De acordo com testemunhas que estavam no estabelecimento, o professor, morador do Lago Norte, se divertia em um bar acompanhado do consultor Maurício Barroso, 31 anos. Por volta das 22h, dirigiu-se ao banheiro situado perto da entrada principal do shopping e reagiu à situação constrangedora. Ao chamar a atenção do grupo, foi agredido por dois rapazes musculosos. Um deles quebrou uma garrafa de cerveja na cabeça do jovem. Na sequência, a dupla desferiu socos e chutes. “Eu o encontrei desacordado uns 10 minutos depois, nem sabia da confusão. Não podemos aceitar que esse tipo de coisa se torne natural. Ele não morreu por sorte. Não cabe imaginar que existam pessoas tão covardes no mundo”, lamentou Maurício.

O professor está internado na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Santa Helena e não se recorda do episódio. Ainda não há previsão de alta. Embora Lucas esteja consciente, o quadro dele é considerado grave. As pancadas provocaram traumatismo craniano e a quebra da mandíbula em duas partes. O maxilar será reconstruído por intervenção cirúrgica, mas o que mais preocupa os médicos são três coágulos no cérebro. Talvez seja necessário submetê-lo a um procedimento a fim de drenar o sangue. Além disso, Lucas está com os movimentos do lado esquerdo do corpo comprometidos.

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