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Novidade em Brasília » Chip rastreador pode ajudar donos a não perderem os animais de estimação Desaparecimento de pets provoca grande angústia em proprietários, que não medem esforços nas ruas e na internet para reencontrar o animal. Além da solidariedade e da facilidade das redes sociais, é possível contar com a tecnologia para evitar transtornos e sobressaltos

Correio Braziliense

Publicação: 21/02/2014 11:24 Atualização:

Mayara achou o shitzu na rua e já fez o que pôde para localizar o dono. O animal é dócil e ela confessa que não tem vontade de se desfazer do animal. Fotos: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
Mayara achou o shitzu na rua e já fez o que pôde para localizar o dono. O animal é dócil e ela confessa que não tem vontade de se desfazer do animal. Fotos: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
Ele não é só o melhor amigo do homem. É o filho, o irmão, o companheiro de todas as horas. “Eu era muito apegado ao Otto. Vai ser difícil viver sem ele”, diz o servidor público Rafael França, 32 anos, dono de um cachorro da raça pug sumido há 15 dias. A dor da perda não passa. Ele procura pelo animal, e conta que, às vezes, até chora ao se lembrar do bicho. Justamente para evitar o sofrimento de perder praticamente um membro da família, as pessoas têm aderido a uma nova tecnologia: um chip rastreador de cães. Além disso, até a detetive as pessoas recorrem.

Rafael morava em um apartamento na Asa Norte, e se mudou para uma casa há 4 meses pensando somente no bem-estar do bicho. Ele divide a residência com dois amigos e estava no Peru quando o cachorro sumiu. “Quando soube, eu chorei. Mas o pior foi chegar em casa e não vê-lo”, lamenta. O servidor fez tudo para encontrar o animal. Distribuiu 500 cartazes pela cidade, espalhou a notícia nas redes sociais, pediu para os amigos compartilharem a informação, mas, até agora, recebeu apenas três ligações. “Duas disseram ter visto o Otto, passaram-me o endereço, mas não o achei. A outra só queria me dar um apoio”, lembra.

Otto desapareceu há 15 dias, quando Rafael viajava a serviço. O servidor já espalhou 500 cartazes para achá-lo
Otto desapareceu há 15 dias, quando Rafael viajava a serviço. O servidor já espalhou 500 cartazes para achá-lo
 

Apesar da saudade, o servidor estabeleceu um prazo para achar o bicho. “Vou procurá-lo até o carnaval. Depois disso, terei de me conformar”, comenta. Neste fim de semana, ele fará uma busca na QI 27 do Lago Sul, onde mora, com uma faixa com a foto do cachorro. Algumas pessoas de seu trabalho consideraram exagerada a reação dele com o sumiço do animal. “Queria pregar um cartaz no Ministério da Saúde, mas não deixaram. Uma vez, eu até chorei ao me lembrar dele no ambiente profissional, e meus colegas ficaram assustados”, recorda.

Mayara da Silva passa pela situação contrária. Ela encontrou um cão da raça shitzu em frente ao trabalho há 10 dias. “Não consegui deixá-lo na rua, sozinho. Levei para minha casa e ele se adaptou superbem”, conta. Ela diz que o cachorro é muito dócil e carinhoso, e tem medo do dia em que o dono o reencontrar. “Divulguei em vários lugares para que o dono o encontre. Mas não dá vontade de se desfazer dele”, admite.

Coleiras
A veterinária Patrícia Arrais, colaboradora da ONG ProAnima, diz que a quantidade de animais perdidos diariamente é enorme. “Todos os dias, um bicho se perde, e isso não necessariamente significa que o dono cuide mal dele”, afirma. A veterinária acredita que, se todos os donos colocassem uma identificação com nome e telefone na coleira do bicho, boa parte dos problemas se resolveria“Quem encontra um e não quer ficar pode falar com a gente que damos um lar temporário ao bicho.” Outra opção para quem acha um animal é a Zoonose, que pode ser contatada por meio do telefone 3343-8813.

O funcionário público Diego Santos, 30 anos, também se deparou com um cachorro perdido na rua. “Ele estava em frente a uma loja, quieto com uma cara de cão sem dono. Chovia e o bicho estava seco. Acho que ele estava ali havia pouco tempo, mas procuramos pelo responsável e não encontramos”, conta. Ele não teria como levá-lo para casa, mas uma mulher que passava pelo local decidiu cuidar do cão. “Felizmente, contamos com a boa vontade dela”, completa.
 

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