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População e desenvolvimento » Governo define pautas para levantar na revisão da Convenção do Cairo A intenção é mostrar que o Brasil tem conseguido gerenciar o respeito às minorias. Especialistas destacam a distância entre a realidade e o discurso

Étore Medeiros

Publicação: 20/02/2014 08:48 Atualização: 21/02/2014 11:21

Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press/Arquivo
Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press/Arquivo

O governo define a partir desta quinta-feira (19/2), em Brasília, os últimos detalhes sobre as pautas que defenderá durante a revisão da Convenção do Cairo sobre população e desenvolvimento. Formulado por 179 países, em 1994, o documento é uma espécie de carta de princípios sobre planejamento familiar, imigração, crescimento sustentável da população e igualdade entre os gêneros. Na Cairo+20, que acontecerá em abril, em Nova York, os debates devem se concentrar nos direitos sexuais e no empoderamento das mulheres. Temas como o racismo, a homofobia e a erradicação da pobreza também estarão presentes.

A superpopulação, um dos temas do encontro, não é problema para o Brasil. Apesar de uma em cada cinco gestantes ter menos de 20 anos de idade, o número de filhos por mulher no país caiu a níveis considerados adequados (veja quadro). Ao defender uma pauta considerada progressista no respeito aos direitos humanos, o discurso do governo brasileiro se afasta da realidade. Levantamento do Grupo Gay da Bahia aponta que, em 2013, um gay, lésbica ou travesti foi assassinado a cada 28 horas. Na Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), 425 processos foram abertos no ano passado para investigar denúncias de racismo, crime que, na internet, foi praticado em mais de 12 mil páginas, segundo a ONG Safernet.

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