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Brasília » "O que tem de gente pidona não é pouco", diz ganhador da Quina Reportagem do Correio/Diario encontra, em lotérica de Ceilândia, um dos seis ganhadores do prêmio de R$ 3,3 milhões oferecidos pela Quina da última quarta-feira. Segundo ele, o segredo é a perseverança

Publicação: 14/02/2014 10:55 Atualização:

Lotérica em um supermercado de Ceilândia, onde foi feita a aposta premiada na Quina: seis ganhadores. Fotos: Thalita Lins/CB/D.A. Press
Lotérica em um supermercado de Ceilândia, onde foi feita a aposta premiada na Quina: seis ganhadores. Fotos: Thalita Lins/CB/D.A. Press
Cinco números renderam a seis jogadores do Distrito Federal um prêmio milionário. Os vencedores do concurso 3415 da Quina fizeram um bolão eletrônico em uma lotérica que fica em um supermercado de Ceilândia Sul. Os sortudos dividiram os R$ 3,3 milhões oferecidos pela Caixa Econômica Federal. Cada um gastou R$ 6,75 para fazer o jogo e encheu os bolsos com R$ 566 mil. Para os que tentam uma sorte parecida com a do sexteto brasiliense, a Mega-Sena está acumulada em R$ 62 milhões. O próximo sorteio será realizado amanhã.

Ontem, a reportagem do Correio/Diario conseguiu localizar um dos ganhadores da Quina no momento em que ele agradecia as operadoras da lotérica e prometia dar gorjetas às funcionárias assim que o banco liberasse a bolada. Fernando (nome fictício), que preferiu não ser identificado e disse ser um engenheiro de 51 anos, fez uma nova fezinha na mesma lotérica. Segundo ele, que já ganhou prêmios menores em outras ocasiões, inclusive a quadra na Mega-Sena da última quarta-feira, o segredo é apostar sempre.

Vibração

Quando Fernando chegou à lotérica Real Fortuna, na tarde de ontem, as operadoras de caixa do local vibraram. Ele é cliente fiel e costuma fazer jogos diariamente. A fofoca do dia já estava na boca de todos, inclusive de quem apareceu lá para tentar ser o próximo sortudo. O local foi tomado por apostadores. Fernando diz que quase enfartou quando soube que havia acertado as dezenas. “Eu conferi em casa às 23h, três horas após o jogo ser anunciado. Quando constatei que tinha acertado, achei que tivesse ganhado o valor inteiro. Por pouco, não tive um ataque do coração”, contou ele. Os números da Quina milionária foram: 14, 22, 48, 58 e 59. Somente na manhã do dia seguinte, quando compareceu à Caixa Econômica, o sortudo soube que teria de dividir o prêmio com outros cinco jogadores. “Como eu moro sozinho, não contei pra ninguém. Nem meu filho vai saber. O que tem de gente pidona não é pouco”, brincou. Fernando voltou para casa sem o dinheiro. “A Caixa explicou que só poderia liberar a grana dois dias úteis após o sorteio a fim de evitar fraudes. Disse que é a nova regra do banco”, explicou.

Sobre o destino da bolada, Fernando adiantou que aplicará parte dele na poupança. “Vou gastar naturalmente e dar uma quantia para as operadoras de caixa”, adiantou. Fernando preferiu não anunciar o valor da gorjeta que será dividida entre oito funcionárias. O engenheiro vai à lotérica todos os dias. “Gasto R$ 70 diariamente. Faço isso há muito tempo”, afirmou. Na última quarta-feira, ele também foi um dos ganhadores da quadra da e levou para casa R$ 800. “Não há outro modo de ganhar, senão jogando”, finalizou o sortudo.

A sensação de Fernando poderia ser a mesma de Wilson de Sousa, 40 anos, não fosse o descuido do comerciante, que acabou rasgando a sorte e jogando-a no lixo de casa, em Ceilândia. Ele está inconformado porque diz que saiu da mesma lotérica com um dos seis bilhetes premiados na carteira, mas, na hora de conferir o jogo, estava sem os óculos, achou que não tivesse acertado os números. “Estou pensando direto no que fiz. Ando ansioso, mas é assim mesmo, terei de me conformar”, lamentou Wilson.

Além de ele jurar ter comprado uma das cotas, a funcionária da lotérica que vendeu o jogo confirmou ter saído do terminal dela o papel. “O problema todo é que eu não sou bom das vistas”, disse o apostador. Caso o ceilandense não tivesse se descuidado, compraria com os R$ 566 mil duas casas e as alugaria. Chateado com a situação, ele preferiu não dizer mais nada para a reportagem e voltou para o trabalho, cabisbaixo. Foi a gerente da lotérica, Patrícia Aparecida Furtado, 33 anos, quem vendeu o bilhete para Fernando. Das mãos dela, já saíram outros dois jogos premiados nos três anos em que trabalha no local. “Foram duas Quinas e uma Lotofácil”, garantiu Patrícia. “É até normal a gente se deparar com ganhadores.” A gerente lembra-se do dia em que Fernando saiu de lá com o papel premiado. “Ele falou que a gente era pé-frio”, brincou. Não é só Fernando que faz planos com o dinheiro da Quina, Patrícia já sabe como a gorjeta que ganhará será gasta: “Hoje (ontem), meu celular caiu no chão e quebrou. Vou comprar outro novo com essa grana que veio a calhar”.

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