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Protesto » Inquérito sobre morte de cinegrafista está concluído, afirma polícia do RJ

Correio Braziliense

Publicação: 12/02/2014 11:30 Atualização: 12/02/2014 14:59

Caio estava há dois dias sem comer e dormir. Acomodado em um cômodo pequeno de uma pousada na Bahia, ele não reagiu à prisão. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Caio estava há dois dias sem comer e dormir. Acomodado em um cômodo pequeno de uma pousada na Bahia, ele não reagiu à prisão. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O suspeito de soltar o rojão que matou o cinegrafista Santiago Ilídio Andrade não confessou o crime e permanece calado desde o momento da prisão. Ele foi detido na madrugada desta quarta-feira (12/2), na Bahia. Para os investigadores, o inquérito sobre o homicídio está concluído e será encaminhado ao judiciário. As autoridades informaram, no entanto, que ainda não é possível informar se o suspeito faz parte de algum grupo organizado.

Os detalhes da operação policial foram relatados por Fernando Veloso, chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro e o delegado responsável pela investigação, Maurício Luciano, em coletiva de imprensa realizada na manhã de hoje. A polícia confirma que Caio jogou o artefato.

Segundo a polícia, Caio estava há dois dias sem comer e dormir. Acomodado em um cômodo pequeno de uma pousada na Bahia, ele não reagiu à prisão. A ação contou com ajuda da namorada do suspeito e do advogado Jonas Tadeu. Eles informavam à polícia os locais por onde o suspeito passava desde que saiu de casa na última segunda-feira (10/2) acompanhado pelo pai e madrasta.

Os investigadores afirmaram que as investigações sobre um possível aliciamento de manifestantes, citada pelo advogado de defesa, ainda não está confirmado. Se condenado, o supeito respoderá por homicídio e crime de explosão, a pena pode chegar aos 35 anos de detenção.

A viagem
O destino inicial de Caio era Itu (CE), onde tem avós paternos. No entanto, o jovem passou por pequenas cidades no caminho. A passagem foi comprada na manhã de segunda-feira (10/2), assim que a imagem do suspeito foi divulgada pela impressa.

A polícia não confirmou se ele usou nome falso para fazer a reserva em uma pousada em Feira de Santana, na Bahia, local onde foi preso.

Ainda de acordo com a polícia, os vizinhos de Caio o descreveram como uma pessoa tímida e calada. Já os colegas de trabalho ficaram surpresos ao saber que ele era o autor do homicídio.

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