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Escândalo » Em livro,Vilma Martins fala da infância dela e confessa sequestros de bebês Escrita por uma autora de autoajuda e por um historiador e sociólogo, biografia autorizada da mulher condenada por sequestrar bebês em Brasília e Goiânia traz novas versões para os delitos que a levaram à cadeia

Renato Alves -

Publicação: 09/02/2014 13:32 Atualização:

Após cumprir 10 dos 15 anos de pena, metade em regime fechado, ela mora com Roberta Jamilly, em Goiânia. Foto: Monique Renne/CB/D.A Press
Após cumprir 10 dos 15 anos de pena, metade em regime fechado, ela mora com Roberta Jamilly, em Goiânia. Foto: Monique Renne/CB/D.A Press
Após 12 anos de silêncio, desde a sua prisão, Vilma Martins Costa decidiu falar. Contou sobre abusos sexuais do padrasto na infância, dos estupros do ex-patrão, com quem se relacionou na adolescência e teve duas filhas, e da vida como prostituta. Também confessou participação no roubo de Pedrinho e Aparecida, levados de maternidades em Brasília e Goiânia, respectivamente, e que criou como se fossem seus filhos legítimos. Mas negou, mais uma vez, o sequestro de ambos. Afirmou ter comprado as crianças ainda recém-nascidas, como se tivesse cometido delitos menos graves do que aqueles que a levaram à cadeia. Ainda insinuou culpa da mãe da menina e condenou o pai de criação do menino.

As declarações estão em Vilma Martins — As faces de uma História. Já disponível nas lojas virtuais, o livro chegará às livrarias até o fim do mês. Mas o Correio teve acesso à íntegra da obra da autora de autoajuda e atriz Cleo Cunha Jacob e do historiador e sociólogo Itevildes José de Morais, professor da Universidade Estadual de Goiás. Ela traz apenas a versão de Vilma, em uma narrativa e ponderações dos autores e trechos em primeira pessoa da sequestradora. “Pensamos em procurar os outros personagens, mas, depois, percebemos que seria algo muito complexo colocar todas as versões”, alega Morais.

Os autores escreveram o livro com base nas quase 40 horas de entrevistas com Vilma, gravadas em vídeo. Quase um terço da obra se dedica às memórias da infância da protagonista, a qual teria sido marcada pela miséria, pesados trabalhos braçais e abusos sexuais do segundo marido da mãe dela. Sem dar o nome do agressor, a obra detalha os abusos que Vilma diz ter sofrido dos 4 aos 11 anos. As agressões começaram com toques nas partes íntimas da menina, passaram pela obrigação de assistir às relações sexuais entre a mãe e o padrasto e culminaram em estupros.

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