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Protestos » Suspeito se apresenta à polícia e diz que não acionou explosivo que feriu cinegrafista Flagrado segurando o artefato que atingiu cinegrafista durante manifestação no Rio de Janeiro, jovem diz que passou o explosivo para outra pessoa

Publicação: 08/02/2014 11:31 Atualização: 08/02/2014 19:07

Foto: TV Brasil/Reprodução
Foto: TV Brasil/Reprodução
Um dos rapazes que aparecem em imagens do protesto do Rio que resultou no ferimento do cinegrafista da Bandeirantes Ilídio Andrade, quinta-feira passada, apresentou-se na 16ª DP (Barra) na madrugada deste sábado.  Chama-se Fábio Raposo e é tatuador. Ele foi à delegacia acompanhado de um advogado. Disse que encontrou o artefato explosivo no chão e o passou para outro rapaz, que afirmou não conhecer.

Este "outro rapaz" é o suspeito que aparece nas imagens de vídeo e fotografia usando calça jeans e camisa cinza suada nas costas. Ele está sendo procurado pela polícia, que busca imagens de câmeras de segurança da região capazes de ajudar na sua identificação.

Em seu depoimento Fábio afirmou que não acionou o explosivo. Para o delegado que investiga o caso, Maurício Luciano, isso não o exime de responsabilidade no caso. O rapaz foi indiciado por tentativa de homicídio e pelo crime de explosão, e liberado em seguida.

Fábio participou da manifestação e estava com máscara. "Quando cheguei [no local da confusão] houve um corre-corre, fui ver o que estava acontecendo, estava havendo confronto entre PMs e manifestantes", disse ele em entrevista à Globonews. "Como estavam jogando bombas de gás, coloquei a máscara para minha proteção. Fui até lá ver o confronto e, neste momento, vi que um rapaz correndo deixou uma bomba cair, um negócio preto. Eu peguei e fiquei com ela não mão. Este outro cara disse: passa para mim que eu vou e jogo. Foi só isso".

Disse que em nenhum momento quis machucar alguém."Em momento algum vou para manifestações para quebrar coisas, bater em polícia, jogar pedras", afirmou. "Não fui eu. Não tive a intenção de machucar nenhum repórter. Estou vindo aqui porque estou assustado por minha foto ter sido divulgada em mídias internacionais. Inclusive recebi até ligações de pessoas deconhecidas, de manifetantes, de grupos, pedindo para eu assumir o caso e falar que fui eu, tentando me obrigar".

Para o delegado, porém, o depoimento do jovem não foi "verossímil", e o que as imagens mostram é que ele e o outro rapaz ainda não identificado agiam em conjunto, caminhando lado a lado.
 
Boletim divulgado na manhã deste sábado informou que o estado de saúde do cinegrafista ainda é "muito grave".
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