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Causas » Série de falhas pode ter causado rompimento de adutora e morte de operário no DF O caso é investigado pela 4ª Delegacia de Polícia (Guará). O delegado adjunto da unidade policial, Mário Henrique Jorge, informou que é cedo para afirmar que houve uma falha humana.

Ana Pompeu - Correio Braziliense

Manoela Alcântara - Correio Braziliense

Luiz Calcagno - Correio Braziliense

Publicação: 07/02/2014 09:34 Atualização:

Bombeiros prestaram socorro a Luciano da Silva, que não resistiu após ficar 15 minutos submerso foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Bombeiros prestaram socorro a Luciano da Silva, que não resistiu após ficar 15 minutos submerso foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

Cansaço, inexperiência, falta de orientação e imprudência. Uma série de falhas na hora de religar o sistema de água de uma adutora na Estrada Parque Taguatinga (EPTG) custou a vida de um funcionário terceirizado da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). Luciano Almeida da Silva, 36 anos, se afogou na caixa de concreto, por onde passa o encanamento, após ficar 15 minutos submerso. Quatro operários ficaram feridos com o rompimento da estrutura. Um deles está internado em estado grave.

Minutos após a confirmação da morte, o presidente da Caesb, Oto Silvério Guimarães Júnior, disse que vai “averiguar” as circunstâncias do acidente. Ele não admitiu erros nos procedimentos dos operários, que trabalhavam havia quase 27 horas seguidas. “Tomamos todos os cuidados que se dizem necessários. Infelizmente, não foram suficientes. Agora, teremos de redobrar a atenção ao religar. Nesse momento, a nossa prioridade é dar assistência à família do companheiro que morreu”, afirmou.

O caso é investigado pela 4ª Delegacia de Polícia (Guará). O delegado adjunto da unidade policial, Mário Henrique Jorge, informou que é cedo para afirmar que houve uma falha humana. “Amanhã, vamos começar a ouvir testemunhas. Vamos aguardar o laudo do Instituto de Criminalística para saber se houve um erro de alguém, mas, a princípio, não há nada que comprove isso”.

As falhas

Os funcionários trabalhavam na escora do encanamento quando a água foi liberada na adutora.

Os técnicos responsáveis pela liberação da água não se certificaram ou não consideraram a hipótese de encher a tubulação com os funcionários dentro da caixa.

Não havia no local um técnico de segurança do trabalho para acompanhar os reparos e alertar sobre as possíveis falhas de procedimento no serviço dos funcionários.

Segundo a empresa terceirizada responsável pelo reparo, a Geobrasil, os operários trabalharam durante toda a madrugada e não foram rendidos pela manhã. O cansaço poderia induzi-los a erros no conserto e nos procedimentos de segurança.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Caesb (Sindágua-DF), os funcionários eram terceirizados, com pouco tempo de serviço na Caesb e inexperientes para o tipo de trabalho delegado.

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