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Brasilienses se reúnem para pedir paz em protesto em Águas Claras Manifestação terminou em frente à residência do governador Agnelo Queiroz

Correio Braziliense

Publicação: 01/02/2014 12:07 Atualização:

Foto: Iano Andrade/CB/D.A Press
Foto: Iano Andrade/CB/D.A Press

Um grupo de manifestantesse reuniu na manhã deste sábado (1), em Águas Claras, para protestar contra a onda de violência que assola o DF. De acordo com a página do evento em um rede social, mais de 3 mil pessoas eram aguardadas no ponto de encontro, em frente à estação de metrô Concessionárias. No entanto, de acordo com informações da Polícia Militar, cerca de 800 pessoas estiveram presentes no protesto.

Pouco antes das 12h, a manifestação terminou. Ao todo, foram cerca de três horas de passeata. Unidos, o grupo pedia paz e também justiça pela morte do jovem Leornardo Almeida Monteiro, 29 anos, assassinado no bairro, na última terça-feira (28/1).

Aproximadamente às 11h15, os manifestantes chegaram à residência oficial do governador Agnelo Queiroz. Não há confirmação de que ele esteja no local. Porém, 30 policiais militares estão no local para garantir a segurança. 

No local, os manifestantes gritam contra palavras de ordem. "Onde estava a polícia quando o Leonardo morreu?", dizem. Porém, outras pessoas presentes na passeata defendem a atuação policial. "A polícia também é vítima dos governantes", afirma. Um policial, emocionado, não conteve as lágrimas. 

Por volta das 9h50, o grupo partiu em direção a Rua 34 Sul, que fica a poucos metros da estação de metrô. Eles passarão em frente ao prédio em que Leornado foi assassinado, na última terça-feira (28/1). De lá, eles seguiram para a residência oficial do governador Agnelo Queiroz, em Águas Claras.

Com cartazes e faixas, manifestantes pedem paz. Foto: Monique Renne/CB/D.A Press
Com cartazes e faixas, manifestantes pedem paz. Foto: Monique Renne/CB/D.A Press


Os presentes começaram a ler um manifesto no qual pedem mudanças na legislação e alegam representar 12 mil mães, que perderam filhos em nome da violência. Os manifestantes exigem mudanças no Código Penal e pedem punição rigorosa para os assassinos de Leonardo Almeida Monteiro, de 29 anos -- assassinado há três dias em Águas Claras. 

A namorada do jovem, Rose, já está no local. Profundamente emocionada, ela participa da manifestação acompanhada por amigos e familiares. A mãe, Ana Cleide, também já está na manifestação e se uniu ao protesto. "O GDF me deve isso", afirmou Ana Cleide. Ela também cobrou uma reposta em relação à operação tartaruga da Polícia Militar.

O comandante Bulap, que acompanha a manifestação, afirmou que a operação tartaruga foi um ato isolado que não representa a corporação. "A PM se compromete inteiramente com a segurança da população", declarou. 

Uma mãe, mais exaltada, cobrou medidas do governador Agnelo Queiroz. "Agnelo, pare de se esconder. Assuma seu papel", bradou. "Não se omita", gritou outra manifestante. 

Os primeiros manifestantes estão usando roupas brancas, em alusão à paz, e produzem cartazes com dizeres contra a violência. Cerca de 30 policiais militares também já estão no local. O clima entre a população e as forças de segurança, até o momento, é tranquilo.

A previsão inicial era de que o grupo fosse até a residência ofical do governador Agnelo Queiroz, em Águas Claras. No entanto, os planos mudaram ao longa da manifestação e eles se encaminharam até o parque do bairro. No entanto, a pedido da família de Leonardo, os manifestantes voltaram atrás e seguiram o plano original, em direção à residência oficial.

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