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Brasília » Espiritismo avança e atrai milhares de turistas ao médium João de Deus

Correio Braziliense

Publicação: 31/01/2014 09:44 Atualização:

Visitantes de todo o mundo aportam no interior de Goiás em busca de cura. Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A. Press
Visitantes de todo o mundo aportam no interior de Goiás em busca de cura. Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A. Press
A doutrina criada por Allan Kardec, em 1857, com a publicação de O Livro dos Espíritos, na França, se consolidou no Brasil em 1884 com a implantação da Federação Espírita Brasileira (FEB), fundada no Rio de Janeiro e hoje sediada em Brasília. O órgão institucional atua, desde então, para difundir os preceitos básicos da religião que prega a possibilidade de comunicação entre os homens e os espíritos, a evolução e a reencarnação. Sem dízimo ou qualquer obrigatoriedade de colaboração financeira, o Espiritismo vive de doações de beneméritos, contribuições espontâneas dos fiéis, feitas por meio do trabalho voluntário ou da caridade, e do turismo religioso, bancado, sobretudo por estrangeiros, que têm despejado cada vez mais euros e dólares no país.

Foi o trabalho de psicografia do médium mineiro Francisco de Paula Cândido, mais conhecido como Chico Xavier (1910 – 2002) que popularizou a religião e atraiu mais adeptos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que 4 milhões de brasileiros se declaram espíritas. No entanto, para praticantes e especialistas, esse número pode ser até 10 vezes maior. O presidente da Federação Espírita Brasileira (FEB), Antonio Cesar Perri, garante que há indícios de que 40 milhões de pessoas sejam, pelo menos, simpatizantes no país.

Fundamentada no lema do Espiritismo, segundo o qual “fora da caridade não há salvação”, a FEB criou, em 1890, o primeiro departamento de ajuda aos necessitados, hoje replicado nos milhares de templos existentes no país. “Atualmente, existem cerca de 14 mil locais, entre centros espíritas e instituições assistenciais”, afirma Perri. Apesar de ele não divulgar o faturamento do Espiritismo no Brasil, alegando que a religião é descentralizada, ele revela que a maioria dos centros estão em imóveis próprios, resultado de doações. “Poucas entidades ainda estão em locais alugados”, diz.

A sede própria da Federação Espírita Brasileira está instalada em um conjunto arquitetônico de três edifícios na L2 Norte. Apenas o primeiro prédio tem cerca de 5,3 mil metros quadrados de área e abriga um local para reuniões, conferências e palestras, livraria, museu e salas para atividades de assistência social. Considerando somente a localização e a área de um dos três edifícios, a estimativa de uma construtora de Brasília, que trabalha com preço entre R$ 12 mil e R$ 14 mil o metro quadrado na região, é de que parte da sede da FEB tenha valor de mercado entre R$ 63,6 milhões e R$ 74,2 milhões.

Formiguinhas

Nem todos os 14 mil centros espíritas têm a magnitude da FEB, mas algo como 10 mil imóveis próprios estão espalhados pelo Brasil, o que já garante um sólido investimento para o Espiritismo. Para manter os locais, Antonio Perri explica que os fiéis promovem um trabalho de “formiguinha”. As principais fontes para garantir a sustentabilidade financeira são o quadro de associados, as promoções de bazares, almoços e jantares beneficentes e atividades como a feira de livro espírita. “As doações, desde que legalizadas, também nos ajudam muito”, destaca.

Não há obrigatoriedade de colaboração financeira nas instituições espíritas e todas são independentes e administradas mediante estatuto registrado em cartório conforme o Código Civil para religiões. “Há intensa atuação de equipes de voluntários, obviamente não remunerados. Os estatutos proíbem pagamento de salário aos dirigentes. Assim, o custo de manutenção se reduz muito”, conta Perri.

A FEB recomenda o menor contato possível com órgãos governamentais para manter a independência dos centros espíritas. No entanto, algumas instituições contam com a ajuda de setores público e privado. São os casos das Casas André Luiz, de São Paulo, auxiliadas por entidades do terceiro setor, pois dão atendimento a pessoas com deficiência intelectual e têm funcionários, como médicos, psicólogos e enfermeiros. Por ano, elas realizam 195 mil consultas médicas e terapêuticas em todas as especialidades. Um novo ambulatório está em construção desde 2009 para aumentar a capacidade anual para 300 mil atendimentos.

Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: Francis Wagner Gonçalves
Faltou uma certa lógica no texto e uma pesquisa mais aprofundada. O trecho "e do turismo religioso, bancado, sobretudo por estrangeiros, que têm despejado cada vez mais euros e dólares no país" alem de ser falso, faz alusão ao médium joão de Deus, mas o restante não comenta uma vírgula sobre o mesmo. | Denuncie |

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