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Protesto da sociedade » Cartazes espalhados pelo DF cobram promessas do GDF a policiais militares A categoria divulga nas redes sociais uma espécie de orientações de procedimentos para atrasar os atendimentos e até deixar de atender ocorrências

Correio Braziliense

Publicação: 31/01/2014 09:39 Atualização:

Foto: Mirelle Pinheiro/CB/D.A. Press
Foto: Mirelle Pinheiro/CB/D.A. Press

"Porque os policiais e bombeiros irão parar". Essa foi a mensagem que alguns brasilienses viram ao sair de casa na manhã desta sexta-feira (31/1). Cartazes explicando o motivo da Operação Tartaruga foram espalhados em muros e pontos de ônibus da capital.

O folheto assinado pela Associação dos Praças (Aspra) e pelos blogs Espaço Livre PMDF e Jabasta aponta o governador Agnelo Queiroz como principal culpado pela escalada de violência no DF. As entidades justificam que o movimento começou devido à insatisfação da categoria com as condições de trabalho e ressalta que o atual governador não cumpriu 13 promessas da campanha eleitoral. Alguns militares têm divulgado nas redes sociais uma espécie de orientações de procedimentos para atrasar e até deixar de atender ocorrências.

Na manhã de quinta-feira (30/1), o governador Agnelo Queiroz criticou a mobilização dos militares: “A categoria tem todo o direito de reivindicar. O que não pode é colocar em risco a vida da população. O GDF vai tomar todas as medidas necessárias para que Brasília não se torne refém do medo”. No entanto, o governador não chegou a citar o que, de fato, será feito.

Cartilha da Operação Tartaruga

1. Deixamos de correr risco de capotagem colocando nossa vida em perigo para salvar a sua.

2. Deixamos de usar celular pessoal para ter mais informações sobre um crime. Pagávamos do nosso bolso para que o que foi roubado do seu fosse devolvido.

3. Paramos de correr até acidentes de trânsito. Os auditores do Detran ganham três vezes mais do que os PMs para isso.

4. Paramos de coletar informações de crimes ocorridos e descobrir os culpados. Investigar crimes é obrigação da Polícia Civil, que ganha o dobro da PM.

5. Quando o rádio avisava (sobre) um Gol prata roubado, cada Gol prata era abordado. Passamos a abordar apenas aqueles de quem suspeitamos concretamente. É o que a lei determina. E paramos de abordar os Gols pretos também, mesmo sabendo que os atendentes do 190 vivem trocando essas cores.

O Centro de Comunicação Social da Polícia Militar afirmou que não existe paralisação e que a categoria continua trabalhando normalmente patrulhando as ruas da cidade para diminuir a criminalidade.

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