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Rio Grande do Sul » Greve afeta um milhão de passageiros de ônibus em Porto Alegre

Agência O Globo

Publicação: 29/01/2014 11:39 Atualização:

Os rodoviários de Porto Alegre entraram nesta quarta-feira no terceiro dia de greve, após audiência de conciliação realizada na tarde de terça-feira que terminou sem acordo, sem colocar nenhum veículo em circulação. A paralisação afeta um milhão de passageiros que utilizam diariamente o sistema. Nos últimos dois dias, apenas 30% da frota circulou pelas ruas.
A paralisação total ocorre depois que o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou, por liminar, que 70% dos veículos saíssem das garagens a partir das 17h de ontem, sob pena de pagamento de multa diária de R$ 50 mil pelo Sindicato dos Rodoviários. A determinação não foi cumprida.

"Consideramos um abuso a determinação do Tribunal, porque tira todo o sentido da greve. Nesse sentido, a categoria decidiu em conjunto tirar todos os ônibus de circulação. Depois vemos como pagar a multa", afirmou o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Júlio Gamaliel.

Nesta manhã, apenas três veículos saíram da garagem da Companhia Carris, controlada pelo município, para atender a funcionários dos hospitais de Pronto Socorro e Presidente Vargas. Desde as primeiras horas do dia, motoristas e cobradores estão posicionados em frente às garagens das empresas impedindo a saída dos ônibus. Os rodoviários contam com o apoio de cerca de 50 integrantes do Bloco de Lutas, que são favoráveis à greve.

Três veículos da mesma companhia que circularam de madrugada foram atingidos por pedras pela manhã quando voltavam para a garagem. A empresa Sudeste, que circula na zona Leste de Porto Alegre, também informou que teve ônibus apedrejados ontem à noite por usuários insatisfeitos com a greve. Não houve feridos.

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) autorizou as lotações a conduzirem passageiros em pé, para tentar amenizar o problema. Motoristas enfrentam longos engarrafamentos devido à intensa circulação de veículos particulares. Vans clandestinas também saíram às ruas para oferecer transporte.

As paradas de ônibus ficaram lotadas de passageiros pegos de surpresa com a falta de ônibus. Muitos desistiram de esperar e seguiram a pé para o trabalho, sob um calor acima de 30 graus.

Em pedido liminar anterior, o município havia reivindicado declaração de abusividade da greve com o retorno imediato dos trabalhadores às suas funções para garantir a circulação total da frota. O prefeito José Fortunati acusou ontem os rodoviários, em entrevistas a rádios locais, de estarem fazendo uma greve com apoio das empresas de ônibus para forçar um aumento de tarifa.

A Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), que opera o sistema, divulgou nota repudiando as afirmações, consideradas “inverídicas” pela entidade. “Nos causa estranheza as afirmações do ex-sindicalista e prefeito municipal de que o bom seria que tivéssemos piquetes e obstrução das garagens e insinua que o melhor seria um clima de baderna e depredações. Talvez o chefe do Executivo Municipal queira estimular a depredação e miguelitos, e não conversação pacífica”, diz o texto.

A paralisação dos rodoviários é por tempo indeterminado.

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