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Brasília » PM promete aumentar o efetivo perto de shoppings para o "rolezinho Para Marco Aurélio Mello, não há ilegalidade nos rolezinhos, desde que sejam feitos sem vandalismo

Correio Braziliense

Publicação: 16/01/2014 09:22 Atualização:

A polêmica em torno das recentes decisões judiciais que proíbem o rolezinho divide opiniões de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). O encontro de centenas de jovens em shoppings centers ganhou repercussão nacional em dezembro. O ministro Marco Aurélio Mello classifica de “retrocesso cultural” o veto à possibilidade de reuniões em centros de compras marcadas por grupos por meio das redes sociais. “Não há proibição alguma, é o direito de ir e vir. Não há ilegalidade. A manifestação é algo democrático, é salutar”, disse Mello, antes de ponderar que há um limite para tais eventos.

“A reunião pacífica, ordeira e democrática deve ser permitida. O que é inadmissível é o vandalismo. Nesse caso, o Estado tem de atuar para reprimir, pois é claro que há infiltração, pessoas que pretendem se aproveitar de um movimento pacífico para terem uma vantagem. Cabe aos próprios (participantes do rolezinho) excluí-los e à polícia, coibir os abusos”, acrescentou Marco Aurélio, em entrevista ao Correio/Diario. O ministro preferiu não emitir opinião sobre as duas liminares concedidas pela Justiça paulista contrárias aos rolezinhos, por não conhecer o teor das decisões.

Monitoramento

Nas redes sociais, são anunciados rolezinhos no Shopping Iguatemi, em 25 de janeiro, e no ParkShopping, em 1º de fevereiro. “O shopping ressalta que sempre respeitou a legislação, especialmente a liberdade de ir e vir de qualquer indivíduo, desde que sejam assegurados os direitos dos cidadãos como um todo”, diz nota divulgada pelo estabelecimento do Guará. Enquanto a inteligência da Polícia Civil, como o Correio revelou, já monitora a entrada do fenômeno em Brasília, a Polícia Militar promete reforçar o efetivo nas proximidades de shoppings nos dias dos eventos.

Uma fonte da alta cúpula da PM confirmou ao Correio que a inteligência da corporação está coletando dados, informações e acompanhando a movimentação dos articuladores do movimento. “O direito de um cidadão não pode ferir o direito de outro. Os manifestantes são cidadãos, mas os lojistas e pessoas que frequentam as áreas comerciais também são”, explica um coronel da PMDF.

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