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Preconceito e violência » Líder muçulmano de país cristão foge rumo ao exílio na África Refugiados esperam comida na República Centro-Africana

BBC Brasil

Publicação: 12/01/2014 18:18 Atualização:

Milhares estão perto do maior aeroporto do país, a espera de comida
Milhares estão perto do maior aeroporto do país, a espera de comida

O ex-presidente da República Centro-Africana, Michel Djotodia, deixou o país rumo ao Benim, onde muitos analistas acreditam que ele vai buscar exílio. Ele chegou ao país neste domingo.

Djotodia é o primeiro líder muçulmano da República Centro-Africana – nação que é majoritariamente cristã. Ele chegou ao poder em março de 2013, após derrubar o presidente anterior em um golpe.

Desde o mês passado, a violência sectária entre cristãos e muçulmanos na República Centro-Africana já deixou pelo menos mil mortos. Djotodia renunciou à Presidência na sexta-feira, em uma tentativa de conter o conflito, mas milícias rivais continuam lutando.

Acredita-se que 20% da população total do país – estimada em 4,6 milhões – deixaram suas casas. A República Centro-Africana vive agora uma crise com seus refugiados, já que não há comida suficiente para todos nos acampamentos provisórios.

A ONU alertou que uma crise humanitária é iminente. Centenas de cidadãos estrangeiros estão sendo retirados do país pela Organização Internacional de Migração.

 

Violência sectária

Michel Djotodia chegou ao poder com ajuda de milícias, mas não conseguiu conter violência
Michel Djotodia chegou ao poder com ajuda de milícias, mas não conseguiu conter violência
O próprio Michel Djotodia chegou ao poder no ano passado com a ajuda da violência de milícias. Assim que assumiu a Presidência, ele tentou desmantelar o grupo rebelde Seleka, que apoiara sua ascensão. No entanto, o ex-presidente nunca conseguiu controlar o grupo.

A violência do Seleka deu origem a milícias cristãs. A União Africana e a França enviaram, respectivamente, 4 mil e 1,6 mil soldados para tentar conter o conflito.

A renúncia de Djotodia levou milhares de cristãos às ruas. Eles acreditam que a saída do ex-presidente abrirá caminho para a volta de um líder cristão ao país.

A história moderna da República Centro-Africana – ex-colônia francesa – é marcada por violência. Desde a independência em 1960, o país teve oito golpes de Estado.

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