• (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

PETs » Donos de bichos desaparecidos devem registrar ocorrência, diz especialista Há quem pegue um gato ou um cão para transformá-lo em fábrica de filhotes ou obter recompensas. Dona do bichano Lucas, Luara Correa oferece R$ 1,5 mil a quem o encontrar

Mara Puljiz - Correio Braziliense

Publicação: 12/01/2014 15:47 Atualização:

A bacharel em direito Luana Correa com o cartaz que espalhou pelos pet shops da cidade: é o segundo desaparecimento do gato Lucas, que já foi furtado anteriormente ((Breno Fortes/CB/D.A Press))
A bacharel em direito Luana Correa com o cartaz que espalhou pelos pet shops da cidade: é o segundo desaparecimento do gato Lucas, que já foi furtado anteriormente
Não bastasse viver a angústia de ter o gato Lucas furtado uma vez, em 2012, a bacharel em direito Luara Correa, 25 anos, passa novamente pela desconfortável situação de não saber onde e como está o bichinho. Ele desapareceu em 10 de dezembro e, desde então, a jovem encabeça uma campanha de busca. A suspeita dela é de que, mais uma vez, Lucas, 6, tenha sido vítima da cobiça de alguém, pois ele é castrado e não costuma ir longe. No máximo, arrisca alguns passeios pelos blocos da 708 Norte. Casos como este e o da cadela Sofia, desaparecida há quase 80 dias, no Guará 1, depois de ter sido levada a um pet shop, trazem à tona as medidas que se devem tomar quando o animal de estimação desaparece.

Se há a suspeita de furto, a orientação é registrar ocorrência em uma delegacia, mesmo que não se tenha conhecimento do suspeito, segundo a presidente da Sociedade Protetora dos Animais no Distrito Federal (Pro Anima), Simone Lima. “Sempre encorajamos o tutor a abrir denúncia, para que seja iniciada a investigação”, afirma. Ela explica que o animal de estimação tem dupla figuração no sistema jurídico brasileiro. Ele pode ser enquadrado como sujeito de direito, em que pode ser entendido como o “indivíduo apto a ser submetido ao poder de outrem, ou a uma ordem”, ou como “bem semovente”. A segunda classificação é a mais usual. “Fica mais fácil encaminhar o processo pelo lado do animal como bem, ainda que não concordemos inteiramente com essa figura. Assim, se um bem foi roubado, o suspeito responde por apropriação indébita”, explica.

Da primeira vez que Lucas sumiu, Luara conseguiu confirmar o furto por meio das filmagens do circuito interno do bloco em que o bichano foi raptado. “O porteiro ainda avisou à pessoa que aquele gato tinha dona, mas ela o pegou mesmo assim”, lembra. Uma semana e muitos panfletos depois, Lucas foi localizado quando a mulher o levou a uma clínica veterinária que havia sido comunicada do sumiço. “A veterinária me ligou dizendo que Lucas estava lá. Corri para o local e o vi dentro da casinha para gato. Não dei tempo para que ela argumentasse e o trouxe de volta para minha casa”, continua. Luara preferiu não dar queixa do ocorrido.

A omissão pode encorajar quem pratica este tipo de delito a repeti-lo, alerta a presidente da Pro Anima. “Quem fez uma vez, e não foi punido, pode fazer de novo”, diz Simone. Ela destaca que há quem pegue um animal para obter recompensas. “São pessoas que furtam para ver quanto pode ser oferecido pelo desaparecido”, diz. Em outros casos, a intenção é transformar o animal em fábrica de filhotes. “Este é um dos piores destinos que um bichinho roubado pode ter: ser um reprodutor em massa”, afirma. Por isso, uma forma de se chegar ao local em que o animal está preso é por meio dos sites que oferecem filhotes e dos anúncios em redes sociais. “Se o dono perceber qualquer semelhança do filhote com o seu animal, é um indício”, orienta Simone.

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »



Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.