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Investigação em Minas » Laudo sobre afogamento de menina em piscina no Jaraguá deve sair amanhã Mariana Silva Rabelo de Oliveira, de 8 anos, teve os cabelos sugados pelo ralo de uma das piscinas do Jaraguá Country Club na sexta-feira, em Belo Horizonte

Pedro Ferreira -

Publicação: 08/01/2014 09:07 Atualização:

Enquanto a Polícia Civil de Minas Gerais tenta apurar a responsabilidade civil e criminal pela morte de uma menina de 11 anos que teve os cabelos sugados pelo ralo de uma das piscinas do Jaraguá Country Club na sexta-feira, em Belo Horizonte, no Espírito Santo uma menina da mesma idade foi vítima de acidente semelhante. Naisla Cestari Loyola teve os cabelos presos pelo sistema de drenagem da piscina da sua casa e morreu afogada em Linhares, a 133 quilômetros de Vitória. O acidente foi às 17h de segunda-feira e é o terceiro caso registrado nos seis primeiros seis dias de 2014. No dia 1º, Kauã Davi de Jesus Santos, de 7, morreu três dias depois de ter o braço sugado pelo ralo da piscina de um condomínio em Caldas Novas (GO), onde estava hospedado com a família.

Em Belo Horizonte, o delegado do 3º Distrito Policial de Venda Nova, Thiago de Oliveira Souza Pacheco, ouviu ontem a primeira testemunha no inquérito que apura a morte de Mariana Silva Rabelo de Oliveira, de 8 anos. O funcionário público Paulo César Araújo Cota é sócio do Clube Jaraguá e acompanhou o desespero das pessoas que tentavam resgatar a menina. Segundo ele, uma criança gritou por socorro tão logo percebeu Mariana presa no fundo da piscina e demorou 40 segundos para que a primeira tentativa de resgate ocorresse.

Laudo

O laudo preliminar da perícia feita na piscina deve ficar pronto amanhã, segundo o delegado. Ele adiantou que, dependendo do resultado, deve pedir um novo laudo com questões formuladas por ele. “A bomba da piscina é fixa, eu já conheço o tubo de sucção e ele não pode ser trocado”, disse. A piscina continua interditada e pode ser esvaziada para uma nova perícia. O delegado já conversou com várias pessoas informalmente e considera que o clube não tem recursos para atender esse tipo de emergência. “Deveria ter equipamentos específicos para uma situação como essa, como uma tesoura”, afirmou.

Pelo menos 12 pessoas serão ouvidas no inquérito, mas as duas médicas e o enfermeiro serão as testemunhas-chave, segundo o delegado. Ele tem prazo legal de 30 dias para concluir as investigações, mas pretende encerrar o inquérito na próxima quarta-feira e encaminhá-lo à Justiça. Funcionários, diretor e presidente do clube serão intimados hoje a prestar depoimento. Uma médica e um bombeiro, também sócio do clube, serão ouvidos hoje à tarde.

 

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