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Brasília » Descendentes de migrantes mantêm forte no DF a tradição da Folia de Reis Descendentes de nordestinos, mineiros e goianos mantêm forte no DF a tradição católica que remete à visita dos Três Reis Magos ao menino Jesus. Ao menos 20 grupos percorrem as cidades e a área rural abençoando casas que têm presépios

Correio Braziliense

Publicação: 06/01/2014 09:57 Atualização:

Alcides Alves da Silva (de coroa na cabeça), integrante do grupo Unidos da Fé, de Planaltina, visita a casa de católicos durante a Folia de Reis: tradição vivida pelos avós e pelos pais. Foto:
Alcides Alves da Silva (de coroa na cabeça), integrante do grupo Unidos da Fé, de Planaltina, visita a casa de católicos durante a Folia de Reis: tradição vivida pelos avós e pelos pais. Foto:

As terras onde hoje está o Distrito Federal eram ocupadas muito antes da chegada dos primeiros candangos. E, como todos os povos, os pioneiros do Brasil Central tinham sua cultura. Parte se perdeu no tempo. Mas há rituais mantidos há séculos. Alguns desses dizem respeito ao período natalino. Anualmente, entre 25 de dezembro e 6 de janeiro, descendentes dos primeiros habitantes do Planalto se reúnem para caminhar, rezar, cantar e dançar em louvor ao nascimento de Jesus Cristo. Eles formam os grupos de Folia de Reis, representação católica ainda marcante nas duas mais antigas cidades da região, Brazlândia e Planaltina. Ambas surgidas em Goiás, quando ainda não existia Brasília.

Por dois dias, uma equipe do Correio acompanhou as apresentações de uma das 20 companhias de Folia conhecidas do DF. Andando pelas ruas históricas da centenária Planaltina, eles entraram na casa de quem desejava a bênção do presépio. Almoçaram e jantaram na residência de fiéis engajados na manutenção do costume religioso. Gente como o agricultor Márcio Machado Resende, 59 anos. Ele e a família abriram as portas à Folia na noite de quarta-feira. “Este ano, é a primeira vez que recebemos uma Folia de Reis. Mas já recebi a folia do Divino (no meio do ano) em outras oportunidades. É uma tradição de família”, contou o goiano, filho de mineiros e morador do Setor Tradicional de Planaltina.

Filha de Márcio, Isabella, 7 anos, era uma das mais empolgadas com a visita. Fã de cavalos, ela aprende a dançar catira e a tocar viola caipira desde o início do ano passado. A menina tem como professor um amigo da família, Alcides Alves da Silva, 50 anos, integrante do Unidos na Fé, um dos grupos de Folia de Planaltina. No ano passado, ele assumiu a função de alferes, a mais alta honraria da companhia, a quem cabe a organização geral e a guarda da bandeira. O alferes também é quem cria, como um repentista, os versos principais, de acordo com a profecia sobre a viagem dos Três Reis Magos até Belém, a história de Maria e São José e o nascimento de Jesus.

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