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Drama familiar » Brasileira recorre à ONU para reaver crianças mantidas na Alemanha pelo pai As crianças estão no exterior desde 2009. No Brasil, existem 32 casos semelhantes

Étore Medeiros

Publicação: 03/01/2014 08:23 Atualização: 03/01/2014 08:35

Jacy, em fevereiro de 2012, na última vez em que conseguiu ver os filhos na Alemanha: visitas monitoradas foto: Arquivo Pessoal 	 (Arquivo Pessoal 	)
Jacy, em fevereiro de 2012, na última vez em que conseguiu ver os filhos na Alemanha: visitas monitoradas foto: Arquivo Pessoal

A história de Jacy Raduan-Berger, 33 anos, retrata um drama familiar comum ao de muitas mulheres brasileiras que têm filhos com estrangeiros. Jacy não vê Giacomo, de 7 anos, e Gustavo, de 5, desde fevereiro de 2012, devido ao que chama de uma “cilada” do ex-marido. Os meninos nasceram do casamento entre ela e o advogado alemão Georg Berger. O casal se conheceu em 2006, quando a advogada cursava mestrado no país europeu. A paulistana morava com o marido e os filhos no Brasil, mas, em 2009, durante uma crise no relacionamento, Georg decidiu voltar à Alemanha. O processo de separação foi iniciado e a guarda dos filhos ficou com Jacy. Depois de muita insistência do ex-marido, ela concordou em levar as crianças, no fim de 2009, para uma temporada de férias de três meses no inverno de Baden Baden.

Uma vez na cidade paterna, no entanto, Georg pediu a guarda das crianças à Justiça alemã, alegando, segundo a ex-mulher, que o casal morava na Alemanha e que Jacy queria fugir com as crianças para o Brasil. Em poucas semanas, os meninos tiveram os passaportes recolhidos, Georg conseguiu a guarda dos dois. A suposta tentativa de fuga nunca foi comprovada e é negada veementemente por Jacy. Nos tribunais europeus, no entanto, foi aceita como argumento decisivo. Quatro anos depois da viagem de férias e tendo perdido em todas as instâncias da Justiça alemã, Jacy está cada vez mais distante dos filhos. “Tenho uma tristeza muito grande pela cilada que ele armou. Um vazio muito grande pelo fato de não acompanhar o crescimento das crianças, nunca ter visto cair um dente”, lamenta.

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