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Medida preventiva » Três prédios são interditados em Belo Horizonte Dois edifícios estão na Rua Cabo Verde e outro na esquina com a Rua Muzambinho. Defesa Civil e Corpo de Bombeiros fazem reunião com moradores

Estado de Minas

Publicação: 26/12/2013 10:25 Atualização:

Edifícios na Rua Cabo Verde e na Rua Muzambinho foram interditados na manhã desta quinta-feira foto: Gilmar Laignier / ESP. EM / DA Press
 (Gilmar Laignier / ESP. EM / DA Press)
Edifícios na Rua Cabo Verde e na Rua Muzambinho foram interditados na manhã desta quinta-feira foto: Gilmar Laignier / ESP. EM / DA Press

A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros interditaram na manhã desta quinta-feira, por medida preventiva de segurança, três prédios vizinhos à obra da construtora Edifica localizada na Rua Cabo Verde, no Bairro Cruzeiro, região Centro-Sul de Belo Horizonte. Foram interditados os números 308 e 297 da Rua Cabo Verde e também o número 244 da Rua Muzambinho, imóvel que tem uma parte comercial na Cabo Verde, no número 287.

Nesta manhã, o Coronel Alexandre Lucas Alves, coordenador da Defesa Civil da capital, realiza uma reunião com representantes do Corpo de Bombeiros, dos moradores e da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap). Um dos objetivos da reunião é definir se os moradores que foram obrigados a deixar suas casas ganharão direito ao custeio da moradia provisória. Uma coletiva será realizada na tarde de hoje, em local a ser definido.

Na manhã desta quinta-feira, parte do muro de arrimo desabou, levando um pedaço do asfalto e ampliando a cratera na via. O engenheiro Euler Magalhães, da Associação Brasileira de Mecânica do Solo (AMBS), considerado um dos maiores especialistas do país, avaliou a situação na tarde de ontem e hoje retornou ao local para auxiliar os trabalhos. O especialista confirmou que ocorreu um acidente de engenharia.

A Construtora Edifica, responsável pela obra, escavou o terreno para construir três pavimentos abaixo do nível da rua. As trincas no asfalto apareceram há cerca de um ano, quando os trabalhos começaram, segundo os vizinhos. A Comdec informou que no início deste ano a obra foi autuada por danos no passeio e no asfalto. O proprietário da construtora Edifica, Rogério Valadares, admitiu que a obra já havia sido notificada, mas disse que o problema foi sanado. Para ele, podem ser problemas relativos à drenagem ou à rede esgoto na região.

O engenheiro civil Geraldo Fortes, que mora na rua Muzambinho, afirmou nesta manhã que existe uma inércia dos responsáveis pela obra e autoridades. Segundo a avaliação do profissional, seria necessário impedir que a água das chuvas continue encharcando o terreno, com barreiras para impedir a enxurrada. “Estamos vendo aqui muitos palpites e poucas ações. Interditar um prédio é fácil, mas é preciso evitar que a situação piore. É possível que a movimentação do terreno provoque uma vazamento nas redes de água e esgoto; e isso também tem que ser avaliado. Além das soluções temporárias e paliativas, é preciso iniciar, o quanto antes, os trabalhos para uma solução definitiva”, declarou o morador.

Prédios interditados em BH

No Bairro Bairro Pirajá, Nordeste de BH, a estrutura de um edifício vizinho a uma área em construção sofreu desmoronamento parcial. Tanto o imóvel atingido quanto um vizinho foram interditados. Na Rua Teresa Mota Valadares, no Buritis, Região Oeste, parte de um terreno cedeu e assusta moradores de um prédio. Houve prejuízos também na Grande BH. Em Sabará, uma casa desabou, ferindo duas pessoas. Vários barrancos deslizaram e mais de 30 casas haviam sido interditadas até a tarde de ontem.

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